quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Homens não são todos iguais

Tem mulher que insiste em dizer que os homens são todos iguais. Que todos são safados, todos aproveitadores, ou que nenhum presta, o que dá na mesma. Clichê.

Homens não são todos iguais. O homem, assim como a mulher, é resultado daquilo que fizeram dele. Claro que o que fazemos da nossa vida, as decisões que tomamos ao longo dos dias, contam. E MUITO! Mas as decepções que sofremos, as pessoas com as quais convivemos e as alegrias que sentimos, ajudam a construir o que chamamos de VIDA.

Sendo assim, quando uma mulher é vulgar o suficiente para trair seu homem, ela dá abertura para que o homem seja como ela: aproveitadora e baixa.

Por favor, não vá pensando que acredito que mulheres são maioria quando o assunto é adultério. Até porque, como aponta uma pesquisa feita pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, 60% dos homens analisados confessaram que já traíram ou ainda traem. O índice de mulheres que confessaram ser infiéis é de 47%.

No entanto, isso não quer dizer que homens são mais tentados a ceder à traição do que as mulheres. Afinal, desejo todo mundo tem.

Sem contar que, muito longe de mim está a intenção de apoiar homens que possuem atitudes machistas, abusivas ou vulgares. Não quero dar a entender que você, mulher, deve se submeter a um homem que te maltrata, que te fere física ou psicologicamente. Não coloque palavras no meu texto.

Quero, apenas, deixar claro que quanto mais nós, mulheres, formos fáceis e burras, menos motivos nossos parceiros terão para serem fiéis.

Se as representantes do sexo feminino se dessem mais respeito, os homens enfrentariam mais dificuldades para nos conquistar e, portanto, seríamos mais valorizadas. Mas pra que correr atrás de “apenas” uma se por aí tem gente fácil aos montes? É trocar meia dúzia por uma. E para aqueles que quantidade é mais interessante que qualidade, a situação tá mais que satisfatória.

Homens não são todos iguais, mas se nós, mulheres, continuarmos oferecidas assim, eles se tornarão.



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“Os desejos das pessoas são como o mundo dos mortos: sempre tem lugar pra mais um”. (Livro de Provérbios, capítulo 27, verso 20.)


domingo, 27 de novembro de 2011

É o fim

Ano passado era pra ser o ano da minha formatura, mas não foi. Por causa da transferência pra São Paulo fiquei um ano há mais na facul e os dias que antecediam a entrega do TCC pareciam a coisa mais remota da vida.

Parecia. Dentro de pouco tempo estarei na frente de colegas de profissão, já graduados ou não, professores e amigos apresentando o material mais “suado” que fiz até hoje na minha vida. Durante quase 5 meses, vivi, li e escrevi por essa monografia.
Foi uma experiência única, intensa, cansativa, compensadora, estimulante, enriquecedora.

Você pode até estar pensando aí que um TCC nem é tudo isso. Me desculpe, mas se você pensa assim, ou é pq o seu trabalho de conclusão de curso foi muito fácil de ser feito, ou você nem sequer sabe o que é passar por essa experiência.

Enfim... Só sei que ganhei. Ganhei muito. Amadureci profissionalmente, aprimorei minhas técnicas de escrita, ampliei meu entendimento acerca da comunicação, da história universal e da sociedade pós-moderna. Cresci.

E, por mais que a nota seja importante, não é ela a grande estrela desse momento.
Não é nela que penso e não é sobre ela que minhas expectativas crescem.

A estrela, agora, é o conhecimento.


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P.S: No dia 06 de dezembro de 2011 recebi o comunicado de que minha nota no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) foi DEZ. Minha primeira reação foi agradecer a Deus por ter sido tão generoso comigo.


terça-feira, 27 de setembro de 2011

Eu e o Jornalismo

Nasci em Campo Grande, capital de Mato Grosso DO SUL, em destaque aqui para deixar claro que o Estado do sul e o do norte não são a mesma coisa. Foi no dia 09/09/89 que minha mãe me colocou no mundo e, como se não bastasse a data toda combinando, o parto foi às 20h20. Mas chega de fru-fru. Quero lhes dizer que sou muito sortuda. Já morei em quatro cidades e perdi as contas de quantas casas chamei de lar. No entanto, pude conhecer muita gente e ampliar minhas experiências de vida.

Hoje, mesmo morando em uma apagada cidade de São Paulo, estou distante da realidade pacata do interior de Mato Grosso do Sul, região da cidade de Aquidauana, onde morei por três anos e parada dos meus pais até hoje. Nessa cidadezinha predominantemente indígena descobri que jornalismo não é o que o jornal local faz, e também percebi que nem todo professor de matemática é assustador. Além disso, conheci mistérios aparentemente insolúveis, como o fato de que todo mundo conhece todo mundo em cidade pequena, e que, quando a bebida entra, a verdade realmente sai, mesmo se você se limita a beber leite.

A questão é que sou uma apaixonada pelo campo e pela cidade, e ninguém me tira da cabeça que esse meu coração dividido tem boa parcela de culpa pelo protótipo de jornalista que sou. É o amor à escrita, o encantamento pelo novo e o gosto pela reflexão que fazem aflorar meus sentidos educados na tranquilidade, mas amadurecidos na correria.

Entretanto, ignorei a pressa e fui em busca de gente da área, formada e sofrida há anos, para me ajudar a entender o que realmente é jornalismo. Acabei escolhendo o curso, às portas do vestibular, não porque sonhava em mudar o mundo, apesar de indiretamente esse ser meu objetivo. Na verdade, queria mesmo era viver do texto. Queria escrever até a LER me obrigar a rabiscar umas frases com os pés. Queria falar sobre o que as pessoas enfrentam, sobre como elas superam desafios e até onde o ser humano pode chegar. Acertei no alvo e ainda descobri que jornalista pode, entre outras coisas, fazer as pessoas se deliciarem com as palavras. Para isso, basta escrever com zelo e afinco, apesar da correria.

Por falar em obstinação, comecei a tentar esse caminho deixando o interior e retornando à minha cidade natal, Campo Grande, em 2007. Na capital iniciei no Jornalismo e decidi me tornar estagiária do jornal da faculdade no primeiro mês de curso. Situação-problema: mais de 10 concorrentes, apenas uma vaga, ninguém do primeiro ano. O desafio – intransponível para o alto dos meus 17 anos – foi oferecido aos candidatos em uma sexta-feira e deveria ser entregue na segunda-feira seguinte. Tínhamos que redigir uma matéria de duas páginas e tirar fotos para a mesma sobre um assunto relevante e quente.

Lembrei que o carnaval estava próximo e o estoque de bolsas de sangue do Hemosul (central de coleta sanguínea da cidade) certamente ficaria em baixa. Pronto, pauta definida. Minha tia (parente também tem contatos) trabalhava no hemocentro e me levou à diretora de comunicação do órgão. Já na entrevista, no meio de uma fala sobre doenças sanguíneas, a fonte me pergunta: - Você pelo menos sabe o que é lide? Resultado: ela, publicitária por formação, acabou me explicando, com detalhes e exemplos, quais famosas perguntinhas devem ser respondidas no primeiro parágrafo de um texto jornalístico.

Mas, apesar dos percalços de iniciante, fiquei com a vaga. Ao estagiar no jornal da faculdade amadureci muito, como todo estudante que tem essa rara oportunidade. Depois do jornal, passei por outra seletiva – dessa vez mais rigorosa – e fui para a rádio da instituição. Meses após, fui para uma conceituada revista do segmento de saúde e sem ligações com a universidade. Até que resolvi vir para São Paulo.

Aqui, me tornei editora de Política da Canal da Imprensa, premiada revista eletrônica de crítica de mídia, parceira do Observatório da Imprensa. Ano passado, fui selecionada entre 300 candidatos para compor a equipe de estagiários da EPTV Campinas, afiliada da TV Globo no interior de São Paulo e sul de Minas Gerais. Hoje, quando me pergunto “quem sou?”, respondo sem medo: sou alguém com muita sorte.



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Esse texto foi feito para o cumprimento de um dos requisitos da inscrição no Curso Abril de Jornalismo.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Correndo da vida

Arrisco dizer que nada causou tanto impacto na vida das pessoas quanto o fator velocidade. Essa “coisa”, tão comum na nossa realidade, começou a alterar a rotina da sociedade logo nas primeiras décadas dos anos 1900. A psicóloga Isleide Fontenelle, doutora em Sociologia pela USP, afirma que uma vida cada vez mais veloz e instantânea em relação ao tempo causou a diluição das experiências humanas¹. Ou seja, Isleide diz, em outras palavras, que perdemos até a noção da profundidade e da importância que têm as muitas experiências pelas quais passamos na vida.

Foi no início do século 20 que a civilização começou a ver crescer um novo tipo de capitalismo: focado no progresso técnico, nas indústrias e no desenvolvimento tecnológico. Tudo isso nos levou a limitar nossa existência ao limite do tempo, sempre competindo contra ele.

O meio de transporte fundamental passou a ser o carro, função até então desempenhada pela carroça, mas que agora não mais atendia a necessidade de poupar tempo nas ruas trepidantes das cidades. Teares industriais, com capacidade de produção dezenas de vezes maior, o surgimento do fast food como opção mais rápida de alimentação, a pavimentação dos centros urbanos para acelerar a média de velocidade dos carros: todas essas foram mudanças que se tornaram indispensáveis para que ele – o tempo – mais uma vez, fosse poupado.

Mas será que uma vida tão acelerada não traz prejuízos? Com produção em maior escala o consumo também precisou aumentar. Sendo assim, as experiências humanas, citadas no início do texto, passaram a mudar. E para pior. Para a psicóloga Isleide, foi por causa da vida em constante aceleração que “a busca da felicidade atrelou-se, definitivamente, ao consumo de bens e serviços”.

Além disso, o homem de hoje parece não ter raízes ou alguma segurança que lhe dê sentido à vida, "ele está freneticamente apressado, talvez porque não saiba para onde vai, mas, ao mesmo tempo, vive paralisado pelo medo, talvez porque não saiba o que lhe dá medo"².

O problema é que essa paralisia se expande para todas as áreas da vida como, por exemplo, o amor e a política. Ou vai me dizer que você não vê à sua volta jovens pouco interessados em política, indivíduos egoístas que priorizam relações passageiras e sem compromisso, pessoas cheias de princípios dispensáveis?

Não há como negar: presenciamos a “mais profunda apatia dos tempos modernos”, enxergamos uma "crescente desesperança de modificar a sociedade e de até mesmo entendê-la. As pessoas convenceram-se de que o importante é viver para o momento. Essa é a paixão predominante: viver para si”³.

Então... Será que me encaixo nessas descrições? E, você, faz parte deste grupo?


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1- FONTENELLE, Isleide. O nome da marca: McDonald's, fetichismo e cultura descartável. 1 ed, São Paulo: Boitempo Editorial, 2002.

2 - MILLS, Wright. A nova classe média. Rio de Janeiro: Zahar, 1696, p. 17-18.

3- LASCH, Christopher. A cultura do narcisismo: a vida americana numa era de esperanças em declínio. Rio de Janeiro: Imago, 1983, p. 24.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

É o que você precisa

Dizem que decepção não mata, ensina a viver. Se for assim, a vida tem me ensinando a não confiar nas pessoas. Sinceramente? Estou cansada de gritar e não ser ouvida, de falar para as paredes, de lutar por causas que nunca ganham solução e nem ao menos melhoram. Estou cansada de promessas não cumpridas, de palavras vazias, de juras de amor sem atitude, de ausência de superação.

Estou farta de "eu te amo's" desenhados como enfeite. Vocês faltaram às aulas na escola? Quando é que vocês vão entender que AMAR termina com R porque é verbo, e que todo verbo é AÇÃO?

Tá faltando empregar movimento ao amor, faltam pedaços na palavra, falta atitude ao amar.

Esses dias, na casa de uma amiga, falávamos sobre as adolescentes idealistas e sonhadoras que fomos. Quando nos apaixonávamos o calor da emoção podia ser sentido com um simples toque. Inconsequentes, impulsivas, sonhadoras e dotadas de uma pureza tão comum em quem sonha em mudar o mundo...

O que aconteceu com aquela garota que não tinha medo de amar, que tinha gosto em se arriscar? Onde foi parar aquela menina que adorava conhecer novas pessoas, criar novos laços e fortalecer uniões antigas?

A garota chorona, que se emociona ao ver propaganda na TV, ainda está aqui - mais viva que nunca. Mas a moça quase que alienada de tão encantada pelas pessoas, pela mente humana e pela capacidade que o homem tem de amar; está dormindo um sono profundo.

Há quem sinta saudades dela, mas ela parece estar longe de acordar...

Entenda, pra esse meu problema não preciso de consolo, não preciso de palavras de auto-ajuda, não preciso ganhar mais amigos. Na verdade, só preciso acreditar que ainda é possível confiar no ser humano, que há gente boa no mundo e que nem todos se relacionam por interesse ou por acomodação.

Preciso de AMOR. Preciso de coerência e de respeito – tudo o que todos precisam. Em todos os momentos da vida.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

A brisa da esperança

Bem sei ó Senhor, que os Teus juízos são justos, e que com fidelidade me afligiste. Salmos 119: 75

Não é raro passarmos por problemas e, por causa deles, pensarmos que Deus não ouve mais nossas súplicas. Lembramos de coisas que Ele fez por nós no passado, mas, devido ao fato de agora Ele demorar em responder, chegamos a pensar que fomos esquecidos. Assim, passamos a dar ouvidos à nossa consciência que insiste em dizer o quão limitados somos. De fato, todo ser humano é limitado. Mas o problema é que nos esquecemos que existe um Ser que quer cuidar do barco já naufragado da nossa vida.

A verdade é que, geralmente, só nos entregamos de fato a Deus depois da adversidade. Ferimos os braços de tanto lutar, sendo que o Senhor dos mares está o tempo todo ao nosso lado esperando um simples pedido de ajuda para que Ele comece a agir.

Porque tapamos nossos olhos impedindo de ver o brilho único do amor de Deus por nós? Já parou para pensar que talvez essas vendas só estejam ali somente porque nós as permitimos que ali ficassem? O problema é que custamos aceitar nossas falhas.

Porém, acredito que em Deus está o poder para finalmente vermos, enxergarmos que sem Ele o mar da vida é traiçoeiro. Meu barco pode até estar perdido, mas Ele pode acalmar as águas tumultuosas e fazer soprar a suave brisa da esperança.

Nas mãos do Pai, a sua embarcação tem um rumo a seguir e, quando você coloca seus desejos nas mãos Dele, é possível senti-Lo tão próximo que parece que você pode tocá-Lo. As respostas de Deus então vêm a nós de uma forma tão clara e feitas sob medida para cada pessoa que não temos como não enxergá-Lo agindo em nós e por nós.

Se você tem passado por dificuldades e não consegue entender planos Dele para sua vida, acredite que Ele é fiel para com aqueles que não abrem mão de crer Nele. Depois que a tempestade passa, um céu azul e um lindo arco-íris aparecem mostrando a fidelidade de Deus. Então, entregue suas lutas a Ele e descanse, porque eu sei que as respostas sempre vêm. Pode não ser como queremos, na hora em que desejamos, ou da forma que almejamos. Mas elas vêm. Peço a Deus para que você sempre ore: “bem sei, ó Senhor, que os Teus juízos são justos, e que com fidelidade me afligiste.”

terça-feira, 24 de maio de 2011

Aguentando os apaixonados

Definitivamente, não tenho paciência pra pessoas apaixonadas. Na verdade, tenho paciência pra poucas coisas. Ok, não vou entrar no mérito da questão até porque isso não é uma coisa linda de se dizer, mas I born this way, como diz a louca da Lady Gaga e é isso aí.

O fato é que pessoas apaixonadas me irritam, principalmente aquelas que sofrem de amor-sem-resposta, um tipo de epidemia pós-moderna que afeta, especialmente, meninas que insistem em acreditar em príncipe encantado. NÃO. Não estou falando daquele tipo famoso: alto, viril, ricaço e montado num cavalo branco. Isso é passado! Também não vou cair no clichê de dizer que hoje, na verdade, o príncipe - também ricaço - vem é dentro de uma Ferrari... Seria pouco original da minha parte.

A questão é que, quando falo do quanto me irrito com pessoas que sofrem de amor não-correspondido, é porque vejo nessas pessoas uma vontade enorme de permanecer no sofrimento. É como se o indivíduo quisesse curtir aquela fossa até a última instância, lembrar e relembrar momentos pequenos, mas que ganham uma enorme proporção quando se está apaixonado.

E sabe o que é MAIS enjoativo? É quando acabamos como vela. Pelamor! Ô situaçãozinha inútil! Você ali, olhando pros lados, pro céu, pro chão, pra qualquer lugar em busca de algo MENOS constrangedor que um casal se abraçando e se beijando na sua frente. É como se você fosse a parede que os esconde do restante do mundo. Sendo assim, o casal pode ficar à vontade, trocar intimidades e apelidos toscos sem constrangimento, né? Afinal, o AMIGÃO-VELA tá ali pra segurar as pontas! ¬¬

Ah, mas, até aí, tudo bem! Casais legais merecem ser felizes. Só continuo sem entender o lance do sofrimento em caso de amor não correspondido. Que graça tem em viver sofrendo? Sai dessa!

Tá, não precisa me amaldiçoar. Sei que na teoria tudo é bem mais fácil e que, quando estamos vivendo a coisa, o problema parece maior. Talvez essa minha ideia de que é fácil sair da deprê tenha vindo, de presente, junto com as centenas de pé-na-bunda que levei. Aprendi a me recuperar com certa facilidade e as feridas, em cada vez menos tempo, acabam se cicatrizando. E quer saber? É melhor assim! Antes cheia de cicatrizes, do que morrendo com a dor de feridas abertas, que ainda sangram.

Mas, não posso mentir. Ao pensar nisso tudo inevitavelmente um detalhe, importante, vem à minha mente: os melhores textos que escrevi, os mais intensos, inspirados e profundos, foram escritos no alto de uma paixão. Dor e paixão que eu achava que nunca acabariam.