Sabemos que é muito arriscado julgar as pessoas pela aparência. Desde cedo nos ensinam que não podemos concluir que alguém tem ou não dinheiro pela cor de sua pele ou pelas roupas que veste. No entanto, todo alerta nesse sentido parece inútil e teimamos em concluir antes de conhecer, “julgamos livros pela capa”.
Comigo não é diferente. Também julgo e, igualmente, sou condenada precipitadamente. E, no que diz respeito à minha aparência, isso é uma constante na minha vida: sempre sou julgada pela minha imagem. Fazer o quê?
Toda vida fui gordinha. Sempre. É algo que, de acordo com minha endocrinologista, é explicado pela genética, etc, etc... Enfim, sou gordinha desde que tenho seis, sete anos de idade. Meu peso só aumentou com o passar dos anos, principalmente devido a hábitos desequilibrados que desenvolvi. Mas, quando a adolescência chegou, percebi que era preciso mudar e adquirir costumes sadios.
As decisões vieram muito lentamente, sendo que a maior parte dos novos hábitos surgiu mais recentemente. Demoraram, mas vieram. Hoje posso dizer, com certo orgulho, que deixei de tomar qualquer tipo de refrigerante e comer qualquer tipo de fast food há 10 meses, me tornei vegetariana, diminuí drasticamente a ingestão de frituras e gorduras, além de reduzir para menos de duas vezes semanais a ingestão de doces industrializados (como sobremesas e chocolates).
No entanto, pra você, talvez eu só seja uma gordinha faminta, uma gordinha que, caso você ofereça um doce, não resista, não consiga recusar. Entretanto, não posso deixar de te dizer: cuidado com o julgamento. A voz popular pode ser muito sábia - as aparências enganam.
P.S: A foto acima foi tirada em 2009, quando eu ainda comida carne e saboreava um X-Campo Grande. Não é coincidência o sanduíche ter o mesmo nome da minha cidade natal. hahaha
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terça-feira, 6 de novembro de 2012
O que você pensa quando vê uma pessoa gordinha?
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domingo, 15 de julho de 2012
Nenhum pesadelo dura para sempre
Foi então que pedi, sinceramente, que Ele falasse comigo. No entanto, para que eu ouvisse a Sua voz, era preciso usar os meios de comunicação dEle. Por isso, mergulhei na leitura da Bíblia – a carta de Deus deixada a nós, passei a dedicar mais tempo em oração falando com Ele e aumentei minha leitura diária de obras escritas por pessoas que, como creio, foram inspiradas por Deus, a exemplo da escritora cristã norte-americana Ellen White.
Sabe, querido, é muito improvável crer na adversidade... Quando os problemas surgem é mais fácil procurarmos culpados ao invés de buscarmos soluções. Mas, nesse caso, decidi encontrar a saída em Deus, e a resposta veio.
No dia 5 de junho fui convidada oficialmente para ser assessora de imprensa em Brasília – uma espécie de porta-voz de uma instituição, empresa ou pessoa pública. Comecei minhas atividades na última quinta-feira, dia 12, e percebo - em vários detalhes - o quanto esse emprego atende vários desejos profissionais que eu tinha em meu coração.
Você pode atribuir minha vitória ao meu esforço, à minha inteligência, às minhas boas notas na faculdade ou às minhas experiências acadêmicas durante o curso, mas afirmo decididamente a você: minha vitória é puro resultado de comunhão com Deus.
Estou escrevendo esse texto APENAS para te fazer enxergar, se possível for, que SEM convivência com Deus é impossível vencer em todos os aspectos da vida. E quando digo vencer, não estou dizendo que você terá uma vida perfeita. Jesus, enquanto viveu na Terra, nunca prometeu que todos os nossos dias seriam felizes. “Eu digo isso para que, por estarem unidos comigo, vocês tenham paz. No mundo vocês vão sofrer, mas tenham coragem. Eu venci o mundo”. [João 16:33]
Quero te lembrar, amigo, que nossa visão é limitada demais. Não podemos voltar nossos olhos ao passado distante, muito menos enxergar o futuro. Podemos ver somente o presente. Porque, então, não depositamos nossos sonhos e planos nas mãos dAquele que vê o fim desde o começo?
Nem sempre Deus abrirá nos olhos e permitirá que enxerguemos por que certas coisas acontecem em nossa vida. Eu não conseguia entender porque era necessário tanto tempo de espera, tantos meses buscando um emprego, tantas tentativas e tantas expectativas, pra então me frustrar...
Mas quando Ele abriu meus olhos, vi que nenhum pesadelo dura para sempre. Quando Ele abriu meus olhos, vi que bem maiores que os meus são os sonhos de Deus, enxerguei que Ele move montanhas por mim em segredo. Sendo assim, não posso duvidar que as respostas estão em Quem tudo pode mudar, tudo pode fazer.
Sua história provavelmente será diferente da minha. Talvez você não espere meses por uma resposta profissional, talvez você não precise passar por várias entrevistas de emprego, ou nem precise sair de sua cidade natal para poder exercer sua profissão. No entanto, talvez Deus tenha permitido que eu vivesse essa experiência pra que eu pudesse, hoje, escrever esse texto e, quem sabe, tocar seu coração para que você O busque, diariamente, sinceramente, e submeta seus sonhos Àquele que tem visão panorâmica acerca da nossa vida.
Eu escolhi conhecê-Lo. Tome essa decisão você também enquanto há tempo.
Que Deus lhe abençoe.
domingo, 27 de novembro de 2011
É o fim
Ano passado era pra ser o ano da minha formatura, mas não foi. Por causa da transferência pra São Paulo fiquei um ano há mais na facul e os dias que antecediam a entrega do TCC pareciam a coisa mais remota da vida.Parecia. Dentro de pouco tempo estarei na frente de colegas de profissão, já graduados ou não, professores e amigos apresentando o material mais “suado” que fiz até hoje na minha vida. Durante quase 5 meses, vivi, li e escrevi por essa monografia.
Foi uma experiência única, intensa, cansativa, compensadora, estimulante, enriquecedora.
Você pode até estar pensando aí que um TCC nem é tudo isso. Me desculpe, mas se você pensa assim, ou é pq o seu trabalho de conclusão de curso foi muito fácil de ser feito, ou você nem sequer sabe o que é passar por essa experiência.
Enfim... Só sei que ganhei. Ganhei muito. Amadureci profissionalmente, aprimorei minhas técnicas de escrita, ampliei meu entendimento acerca da comunicação, da história universal e da sociedade pós-moderna. Cresci.
E, por mais que a nota seja importante, não é ela a grande estrela desse momento.
Não é nela que penso e não é sobre ela que minhas expectativas crescem.
A estrela, agora, é o conhecimento.
--
P.S: No dia 06 de dezembro de 2011 recebi o comunicado de que minha nota no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) foi DEZ. Minha primeira reação foi agradecer a Deus por ter sido tão generoso comigo.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Eu e o Jornalismo
Nasci em Campo Grande, capital de Mato Grosso DO SUL, em destaque aqui para deixar claro que o Estado do sul e o do norte não são a mesma coisa. Foi no dia 09/09/89 que minha mãe me colocou no mundo e, como se não bastasse a data toda combinando, o parto foi às 20h20. Mas chega de fru-fru. Quero lhes dizer que sou muito sortuda. Já morei em quatro cidades e perdi as contas de quantas casas chamei de lar. No entanto, pude conhecer muita gente e ampliar minhas experiências de vida.
Hoje, mesmo morando em uma apagada cidade de São Paulo, estou distante da realidade pacata do interior de Mato Grosso do Sul, região da cidade de Aquidauana, onde morei por três anos e parada dos meus pais até hoje. Nessa cidadezinha predominantemente indígena descobri que jornalismo não é o que o jornal local faz, e também percebi que nem todo professor de matemática é assustador. Além disso, conheci mistérios aparentemente insolúveis, como o fato de que todo mundo conhece todo mundo em cidade pequena, e que, quando a bebida entra, a verdade realmente sai, mesmo se você se limita a beber leite.
A questão é que sou uma apaixonada pelo campo e pela cidade, e ninguém me tira da cabeça que esse meu coração dividido tem boa parcela de culpa pelo protótipo de jornalista que sou. É o amor à escrita, o encantamento pelo novo e o gosto pela reflexão que fazem aflorar meus sentidos educados na tranquilidade, mas amadurecidos na correria.
Entretanto, ignorei a pressa e fui em busca de gente da área, formada e sofrida há anos, para me ajudar a entender o que realmente é jornalismo. Acabei escolhendo o curso, às portas do vestibular, não porque sonhava em mudar o mundo, apesar de indiretamente esse ser meu objetivo. Na verdade, queria mesmo era viver do texto. Queria escrever até a LER me obrigar a rabiscar umas frases com os pés. Queria falar sobre o que as pessoas enfrentam, sobre como elas superam desafios e até onde o ser humano pode chegar. Acertei no alvo e ainda descobri que jornalista pode, entre outras coisas, fazer as pessoas se deliciarem com as palavras. Para isso, basta escrever com zelo e afinco, apesar da correria.
Por falar em obstinação, comecei a tentar esse caminho deixando o interior e retornando à minha cidade natal, Campo Grande, em 2007. Na capital iniciei no Jornalismo e decidi me tornar estagiária do jornal da faculdade no primeiro mês de curso. Situação-problema: mais de 10 concorrentes, apenas uma vaga, ninguém do primeiro ano. O desafio – intransponível para o alto dos meus 17 anos – foi oferecido aos candidatos em uma sexta-feira e deveria ser entregue na segunda-feira seguinte. Tínhamos que redigir uma matéria de duas páginas e tirar fotos para a mesma sobre um assunto relevante e quente.
Lembrei que o carnaval estava próximo e o estoque de bolsas de sangue do Hemosul (central de coleta sanguínea da cidade) certamente ficaria em baixa. Pronto, pauta definida. Minha tia (parente também tem contatos) trabalhava no hemocentro e me levou à diretora de comunicação do órgão. Já na entrevista, no meio de uma fala sobre doenças sanguíneas, a fonte me pergunta: - Você pelo menos sabe o que é lide? Resultado: ela, publicitária por formação, acabou me explicando, com detalhes e exemplos, quais famosas perguntinhas devem ser respondidas no primeiro parágrafo de um texto jornalístico.
Mas, apesar dos percalços de iniciante, fiquei com a vaga. Ao estagiar no jornal da faculdade amadureci muito, como todo estudante que tem essa rara oportunidade. Depois do jornal, passei por outra seletiva – dessa vez mais rigorosa – e fui para a rádio da instituição. Meses após, fui para uma conceituada revista do segmento de saúde e sem ligações com a universidade. Até que resolvi vir para São Paulo.
Aqui, me tornei editora de Política da Canal da Imprensa, premiada revista eletrônica de crítica de mídia, parceira do Observatório da Imprensa. Ano passado, fui selecionada entre 300 candidatos para compor a equipe de estagiários da EPTV Campinas, afiliada da TV Globo no interior de São Paulo e sul de Minas Gerais. Hoje, quando me pergunto “quem sou?”, respondo sem medo: sou alguém com muita sorte.
--
Esse texto foi feito para o cumprimento de um dos requisitos da inscrição no Curso Abril de Jornalismo.
Hoje, mesmo morando em uma apagada cidade de São Paulo, estou distante da realidade pacata do interior de Mato Grosso do Sul, região da cidade de Aquidauana, onde morei por três anos e parada dos meus pais até hoje. Nessa cidadezinha predominantemente indígena descobri que jornalismo não é o que o jornal local faz, e também percebi que nem todo professor de matemática é assustador. Além disso, conheci mistérios aparentemente insolúveis, como o fato de que todo mundo conhece todo mundo em cidade pequena, e que, quando a bebida entra, a verdade realmente sai, mesmo se você se limita a beber leite.
A questão é que sou uma apaixonada pelo campo e pela cidade, e ninguém me tira da cabeça que esse meu coração dividido tem boa parcela de culpa pelo protótipo de jornalista que sou. É o amor à escrita, o encantamento pelo novo e o gosto pela reflexão que fazem aflorar meus sentidos educados na tranquilidade, mas amadurecidos na correria.
Entretanto, ignorei a pressa e fui em busca de gente da área, formada e sofrida há anos, para me ajudar a entender o que realmente é jornalismo. Acabei escolhendo o curso, às portas do vestibular, não porque sonhava em mudar o mundo, apesar de indiretamente esse ser meu objetivo. Na verdade, queria mesmo era viver do texto. Queria escrever até a LER me obrigar a rabiscar umas frases com os pés. Queria falar sobre o que as pessoas enfrentam, sobre como elas superam desafios e até onde o ser humano pode chegar. Acertei no alvo e ainda descobri que jornalista pode, entre outras coisas, fazer as pessoas se deliciarem com as palavras. Para isso, basta escrever com zelo e afinco, apesar da correria.
Por falar em obstinação, comecei a tentar esse caminho deixando o interior e retornando à minha cidade natal, Campo Grande, em 2007. Na capital iniciei no Jornalismo e decidi me tornar estagiária do jornal da faculdade no primeiro mês de curso. Situação-problema: mais de 10 concorrentes, apenas uma vaga, ninguém do primeiro ano. O desafio – intransponível para o alto dos meus 17 anos – foi oferecido aos candidatos em uma sexta-feira e deveria ser entregue na segunda-feira seguinte. Tínhamos que redigir uma matéria de duas páginas e tirar fotos para a mesma sobre um assunto relevante e quente.
Lembrei que o carnaval estava próximo e o estoque de bolsas de sangue do Hemosul (central de coleta sanguínea da cidade) certamente ficaria em baixa. Pronto, pauta definida. Minha tia (parente também tem contatos) trabalhava no hemocentro e me levou à diretora de comunicação do órgão. Já na entrevista, no meio de uma fala sobre doenças sanguíneas, a fonte me pergunta: - Você pelo menos sabe o que é lide? Resultado: ela, publicitária por formação, acabou me explicando, com detalhes e exemplos, quais famosas perguntinhas devem ser respondidas no primeiro parágrafo de um texto jornalístico.
Mas, apesar dos percalços de iniciante, fiquei com a vaga. Ao estagiar no jornal da faculdade amadureci muito, como todo estudante que tem essa rara oportunidade. Depois do jornal, passei por outra seletiva – dessa vez mais rigorosa – e fui para a rádio da instituição. Meses após, fui para uma conceituada revista do segmento de saúde e sem ligações com a universidade. Até que resolvi vir para São Paulo.
Aqui, me tornei editora de Política da Canal da Imprensa, premiada revista eletrônica de crítica de mídia, parceira do Observatório da Imprensa. Ano passado, fui selecionada entre 300 candidatos para compor a equipe de estagiários da EPTV Campinas, afiliada da TV Globo no interior de São Paulo e sul de Minas Gerais. Hoje, quando me pergunto “quem sou?”, respondo sem medo: sou alguém com muita sorte.
--
Esse texto foi feito para o cumprimento de um dos requisitos da inscrição no Curso Abril de Jornalismo.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Aguentando os apaixonados
Definitivamente, não tenho paciência pra pessoas apaixonadas. Na verdade, tenho paciência pra poucas coisas. Ok, não vou entrar no mérito da questão até porque isso não é uma coisa linda de se dizer, mas I born this way, como diz a louca da Lady Gaga e é isso aí.O fato é que pessoas apaixonadas me irritam, principalmente aquelas que sofrem de amor-sem-resposta, um tipo de epidemia pós-moderna que afeta, especialmente, meninas que insistem em acreditar em príncipe encantado. NÃO. Não estou falando daquele tipo famoso: alto, viril, ricaço e montado num cavalo branco. Isso é passado! Também não vou cair no clichê de dizer que hoje, na verdade, o príncipe - também ricaço - vem é dentro de uma Ferrari... Seria pouco original da minha parte.
A questão é que, quando falo do quanto me irrito com pessoas que sofrem de amor não-correspondido, é porque vejo nessas pessoas uma vontade enorme de permanecer no sofrimento. É como se o indivíduo quisesse curtir aquela fossa até a última instância, lembrar e relembrar momentos pequenos, mas que ganham uma enorme proporção quando se está apaixonado.
E sabe o que é MAIS enjoativo? É quando acabamos como vela. Pelamor! Ô situaçãozinha inútil! Você ali, olhando pros lados, pro céu, pro chão, pra qualquer lugar em busca de algo MENOS constrangedor que um casal se abraçando e se beijando na sua frente. É como se você fosse a parede que os esconde do restante do mundo. Sendo assim, o casal pode ficar à vontade, trocar intimidades e apelidos toscos sem constrangimento, né? Afinal, o AMIGÃO-VELA tá ali pra segurar as pontas! ¬¬
Ah, mas, até aí, tudo bem! Casais legais merecem ser felizes. Só continuo sem entender o lance do sofrimento em caso de amor não correspondido. Que graça tem em viver sofrendo? Sai dessa!
Tá, não precisa me amaldiçoar. Sei que na teoria tudo é bem mais fácil e que, quando estamos vivendo a coisa, o problema parece maior. Talvez essa minha ideia de que é fácil sair da deprê tenha vindo, de presente, junto com as centenas de pé-na-bunda que levei. Aprendi a me recuperar com certa facilidade e as feridas, em cada vez menos tempo, acabam se cicatrizando. E quer saber? É melhor assim! Antes cheia de cicatrizes, do que morrendo com a dor de feridas abertas, que ainda sangram.
Mas, não posso mentir. Ao pensar nisso tudo inevitavelmente um detalhe, importante, vem à minha mente: os melhores textos que escrevi, os mais intensos, inspirados e profundos, foram escritos no alto de uma paixão. Dor e paixão que eu achava que nunca acabariam.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Vá até o fim
Um dia desses quando eu estava na minha cama, vivendo aquele momento que antecede o “dormindo profundamente”, comecei a pensar no quanto sou fraca. Falo de fraqueza no sentido de desistir facilmente, de não persistir na busca pela realização dos desafios que estabeleço para mim. Decidi, então, escrever sobre isso. E, no dia seguinte, fui procurar saber a diferença exata entre persistência e perseverança.
Abri o dicionário e lá estava escrito:
Persistência: perseverança, constância, teimosia.
Perseverança: persistência, constância, firmeza.
Persistência: perseverança, constância, teimosia.
Perseverança: persistência, constância, firmeza.
Preciso te dizer que, a partir desse dia, não tratei persistência e perseverança como palavras sinônimas. Tudo por culpa da teimosia, essa palavrinha que aparece na explicação do que é persistência.
Eu fui muito levada quando criança. E era teimosa. Se você tem filhos deve saber o que estou falando. Criança teimosa é quase que nem um jumento empacado - que nem falam no nordeste - não sai do lugar. Não muda de ideia. Minha mãe diz que “puxei” essa característica do meu pai, o maior cabeça-dura lá de casa. O fato é que a teimosia, um tipo de insistência muitas vezes irritante, me fez ver que persistência e perseverança não são a mesma coisa.
Fico, então, com a perseverança, que parece ser um misto de persistência e esperança, e que defino aqui como uma qualidade rara e distorcida hoje em dia. Explicarei.
É rara porque costumamos desistir com incrível facilidade. Imagine que você passou a semana inteira sonhando em tomar um milk-shake. Aí, finalmente, o sábado chega se mostrando um dia extraordinariamente lindo. Você recebeu o salário na sexta-feira, está de bom humor e os vizinhos chatos que sempre fazem visitas inoportunas viajaram. Parece que tudo conspira em favor do suculento milk-shake.
Já está decidido. Depois de passar o dia curtindo sua casa, às 19 horas você será o primeiro na fila do milk-shake da lanchonete da esquina de cima da sua casa. Vai pedir um sabor chocolate. Assim, você mata duas vontades de uma só vez: a de tomar um milk-shake bem gelado e a de sentir o gosto, quase esquecido, de chocolate. O trabalho anda exigindo tanto de você que nem aquelas escapadas estratégicas em horário de expediente pra comer uns pedacinhos de Suflair são possíveis mais.
São 18 horas. Você decide tomar um banho antes de ir à lanchonete para dar alegria ao seu estômago. Passa pela janela e dá uma conferida no movimento do lado de fora. Mas, para sua surpresa, está chovendo!
Ah, não! Chuva? Agora? Ah... Mas às vezes é só uma garoazinha fina... Então, olha de novo pela
vidraça. A chuva aumenta! E o vento assobia pra você que também está frio. Pronto. Adeus ao milk-shake, à lanchonete e ao estômago feliz.
Você desiste de sair de casa por causa da chuva. Afinal, é noite de sábado e você não quer se molhar depois de dar uns passos apressados, embaixo de um guarda-chuva, até a lanchonete. Então a decisão é essa mesmo: “não vou mais. Desisto”. Sábado que vem você vai, né? Dá pra esperar mais uma semana.
Será?
Se você desiste de um mísero milk-shake por causa de uma chuvinha, será que não anda desistindo de coisas bem mais importantes também?
Enfim, como eu disse, além de rara a perseverança está distorcida também. Muitas vezes insistimos em algo por motivos pequenos. Perseveramos por um milk-shake de chocolate sim, mas não pelo sonho de se graduar naquele curso que realmente gostaríamos. Ou, talvez, você tenha deixado de lado aquele plano de começar a fazer exercício físico. Até porque o projeto foi feito nas vésperas do réveillon de 2010 para ser praticado assim que o novo ano começasse. E, agora, já se passaram quatro meses. Acho que nem adianta mais.
Na verdade, eu não sei qual o sonho que você acalentava no coração e, por não perseverar o suficiente, não realizou. Não sei se era grande a ponto de poder interferir no percurso da sua vida, ou pequeno, como o simples desejo de tomar milk-shake no sábado passado.
A boa notícia, porém, é que se você está lendo esse texto, é porque a vida não acabou pra você. E, se não acabou, ainda dá tempo de fazer acontecer aqueles planos.
Eu também já planejei muito e não coloquei em prática também, mas esqueço que ainda posso tornar realidade meus sonhos. Não posso dar espaço para minha fraqueza, aquela tendência infeliz de desistir daquilo que eu quero. Até porque o mundo parece ser não muito simpático com pessoas fracas.
É óbvio que não é fácil ser perseverante. Se fosse fácil eu não tinha dado tantos cabelos brancos à minha mãe. A perseverança dela em me educar custou anos de paciência. Na verdade, é aqui onde quero chegar. A paciência é a chave de tudo isso, é o segredo da perseverança. É como escalar uma montanha, não é possível chegar ao cume dando um passo só. Para subir um morro é preciso, também, paciência.
A paciência dá força à perseverança. Eu, pelo menos, não conheço pessoas que são perseverantes e impacientes. Já pessoas pacientes que perseveram, são encontrados com demasiada facilidade.
Para finalizar, quero dar uma perola de presente para você, uma pequena porção de conhecimento: uma citação de um escritor irlandês que viveu quase 100 anos.
Para finalizar, quero dar uma perola de presente para você, uma pequena porção de conhecimento: uma citação de um escritor irlandês que viveu quase 100 anos.
“As pessoas estão sempre culpando as circunstâncias pelo que elas são. Não acredito em circunstâncias. Vence neste mundo quem sai à procura das circunstâncias de que precisa e, quando não as encontra, as cria.” George Bernard Shaw
Não sei por que Bernard Shaw escreveu essa frase, mas sei que ele estava realmente inspirado quando a criou. Pense nessas palavras. Não se passe por vítima porque a vida não realizou seus sonhos. Ela não pode fazer por você aquilo que VOCÊ deve fazer por si mesmo.
Não sei por que Bernard Shaw escreveu essa frase, mas sei que ele estava realmente inspirado quando a criou. Pense nessas palavras. Não se passe por vítima porque a vida não realizou seus sonhos. Ela não pode fazer por você aquilo que VOCÊ deve fazer por si mesmo.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Eu gosto de despedidas
Eu gosto de despedidas.
Não gostaria de ir embora sem dizer adeus à alguém que amo muito.
Você gostaria?
Ou mesmo que não amo; mas eu gostaria de me despedir de uma pessoa por quem sinto carinho, considerável simpatia, que me é muito querida.
Dizer adeus é bom. O que não é bom é quando vamos embora sem fazer-lo.
Fica uma saudade velada, mais triste, mais duradoura talvez, até. Um peso, uma sensação de dever-não-cumprido. Ou seria sensação de coisa inacabada?
Enfim... É por isso que quando se morre sem esperar, a dor parece tão maior. É. Eu gosto de despedidas. Já que é pra ir, que façamos o serviço completo.
Não gostaria de ir embora sem dizer adeus à alguém que amo muito.
Você gostaria?
Ou mesmo que não amo; mas eu gostaria de me despedir de uma pessoa por quem sinto carinho, considerável simpatia, que me é muito querida.
Dizer adeus é bom. O que não é bom é quando vamos embora sem fazer-lo.
Fica uma saudade velada, mais triste, mais duradoura talvez, até. Um peso, uma sensação de dever-não-cumprido. Ou seria sensação de coisa inacabada?
Enfim... É por isso que quando se morre sem esperar, a dor parece tão maior. É. Eu gosto de despedidas. Já que é pra ir, que façamos o serviço completo.
Quisera eu partir depois de me despedir de todos que amo. Mesmo que não ame. Mas aquelas pessoas por quem sinto muito carinho.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
- Não dá pra acreditar! Parte 2
...continuação
- Mãe! Ligaram do Unasp e eu fui aceitaaaaa!
Era muita alegria pra uma pessoa só! Precisava dividir!
Comecei a espalhar a notícia para os amigos e agora planos mais concretos já podiam ser feitos.
Eu já podia sonhar com uma vida nova!
A saga começou em outubro deste ano.
Depois de sentir necessidade de mudar algumas coisas na minha vida, ter mais liberdade, conhecer novas pessoas e lugares, me arriscar um pouco mais para amadurecer e crescer; tomei a decisão de conversar com a minha mãe sobre a possibilidade de ir para o Unasp - Universidade Adventista de São Paulo - tradicional e respeitado centro de ensino adventista.
Para entrar lá, o acadêmico precisa responder à um formulário e fazer uma autobiografia para a universidade analisar e avaliar a possibilidade de ter o interessado ali.
- E se não me aceitarem?
Eis a primeira dúvida.
Por ser particular, os gastos seriam altos. Mais de 1.400 reais de mensalidade para morar no campus, com alimentação e entre outros benefícios fundamentais inclusos. Ou seja, não bastava querer ir, precisávamos de algum desconto.
Além disso, outra preocupação era a grade curricular do meu curso.
- E se a grade não 'bater'? E eu precisar fazer todo um ano de novo ou voltar para o 3º semestre ou início do 4º?
Seria mais dinheiro sendo gasto, a gente precisava de um planejamento.
E assim fizemos.
Durante o mês de outubro e novembro meus pais "correram atrás" para que eu pudesse ir pra São Paulo.
- Mas... E a resposta? Vou entrar de férias na minha atual faculdade e não vou poder me despedir porque a resposta chega só na primeira quinzena de dezembro?
- Mas... E as pessoas que convivo na faculdade? Não vou poder mais vê-las e vou embora sem me despedir? Professores, colegas de outros cursos... Entram as férias e cada um vai para seu lado, oras...
Eu queria me despedir, olhar para aquele lugar onde passei tantos momentos bons e tantos difíceis em dois anos e saber que certamente ali não voltaria, talvez somente pra visitas, não sei...
Mas aquela aquela ligação me deu a certez de que precisava: uma vida nova vai começar.
O resultado?
Desconto de 40% na mensalidade, grade curricular perfeitamente compatível com a da universidade que estou saindo e a resposta chegou 4 dias antes das minhas aulas acabarem, ou seja, pude me despedir sem peso na consciência! =D
Tantas conquistas, tanta felicidade, só posso atribuir à um ser: Deus.
Pedi tanto à Ele pra que fizesse o que fosse melhor pra mim.. E Ele respondeu!
Pedia pra que conseguíssimos desconto, pra que desse tempo de me despedir de todos, pra que a grade fosse compatível... COMO ELE É MARAVILHOSO!
Amo Campo Grande, onde moro, onde nasci. Meus parentes todos moram aqui, meus pais há apenas 130 Km. Meus amigos de infância, de faculdade, de igreja.. Todos vivem aqui. Mas eu decidi ir. Decidi despertar pra uma vida nova, diferente de tudo o que já vivi!
por que chegou a hora de CRESCER!
Vai ser fácil estar longe de todos e de tudo que amo? Lá, em São Paulo, as coisas serão um mar de rosas o tempo todo? Com certeza não, mas sei que Deus abriu tão maravilhosamente as portas pra que eu sentisse certeza de que essa nova etapa da minha vida é o melhor pra mim.
Que seja feita a vontade Dele SEMPRE em nossas vidas, pq amor como o Dele, ngm tem por nós.
;*
- Mãe! Ligaram do Unasp e eu fui aceitaaaaa!
Era muita alegria pra uma pessoa só! Precisava dividir!
Comecei a espalhar a notícia para os amigos e agora planos mais concretos já podiam ser feitos.
Eu já podia sonhar com uma vida nova!
A saga começou em outubro deste ano.
Depois de sentir necessidade de mudar algumas coisas na minha vida, ter mais liberdade, conhecer novas pessoas e lugares, me arriscar um pouco mais para amadurecer e crescer; tomei a decisão de conversar com a minha mãe sobre a possibilidade de ir para o Unasp - Universidade Adventista de São Paulo - tradicional e respeitado centro de ensino adventista.
Para entrar lá, o acadêmico precisa responder à um formulário e fazer uma autobiografia para a universidade analisar e avaliar a possibilidade de ter o interessado ali.
- E se não me aceitarem?
Eis a primeira dúvida.
Por ser particular, os gastos seriam altos. Mais de 1.400 reais de mensalidade para morar no campus, com alimentação e entre outros benefícios fundamentais inclusos. Ou seja, não bastava querer ir, precisávamos de algum desconto.
Além disso, outra preocupação era a grade curricular do meu curso.
- E se a grade não 'bater'? E eu precisar fazer todo um ano de novo ou voltar para o 3º semestre ou início do 4º?
Seria mais dinheiro sendo gasto, a gente precisava de um planejamento.
E assim fizemos.
Durante o mês de outubro e novembro meus pais "correram atrás" para que eu pudesse ir pra São Paulo.
- Mas... E a resposta? Vou entrar de férias na minha atual faculdade e não vou poder me despedir porque a resposta chega só na primeira quinzena de dezembro?
- Mas... E as pessoas que convivo na faculdade? Não vou poder mais vê-las e vou embora sem me despedir? Professores, colegas de outros cursos... Entram as férias e cada um vai para seu lado, oras...
Eu queria me despedir, olhar para aquele lugar onde passei tantos momentos bons e tantos difíceis em dois anos e saber que certamente ali não voltaria, talvez somente pra visitas, não sei...
Mas aquela aquela ligação me deu a certez de que precisava: uma vida nova vai começar.
O resultado?
Desconto de 40% na mensalidade, grade curricular perfeitamente compatível com a da universidade que estou saindo e a resposta chegou 4 dias antes das minhas aulas acabarem, ou seja, pude me despedir sem peso na consciência! =D
Tantas conquistas, tanta felicidade, só posso atribuir à um ser: Deus.
Pedi tanto à Ele pra que fizesse o que fosse melhor pra mim.. E Ele respondeu!
Pedia pra que conseguíssimos desconto, pra que desse tempo de me despedir de todos, pra que a grade fosse compatível... COMO ELE É MARAVILHOSO!
Amo Campo Grande, onde moro, onde nasci. Meus parentes todos moram aqui, meus pais há apenas 130 Km. Meus amigos de infância, de faculdade, de igreja.. Todos vivem aqui. Mas eu decidi ir. Decidi despertar pra uma vida nova, diferente de tudo o que já vivi!
por que chegou a hora de CRESCER!
Vai ser fácil estar longe de todos e de tudo que amo? Lá, em São Paulo, as coisas serão um mar de rosas o tempo todo? Com certeza não, mas sei que Deus abriu tão maravilhosamente as portas pra que eu sentisse certeza de que essa nova etapa da minha vida é o melhor pra mim.
Que seja feita a vontade Dele SEMPRE em nossas vidas, pq amor como o Dele, ngm tem por nós.
;*
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
- Não dá pra acreditar! Parte 1
Vinte dias depois... Eu volteei! ahauhauah
É.. passadas as provas, trabalhos (que honram o nome 'trabalho' por que dão um trabalho incalculável!) e afazeres maiores referentes à faculdade, estou de volta!
E com intenção de não ficar muito tempo sem postar!
Bom, na verdade vim dar uma notícia! Muito boa, diga-se de passagem...
Sabe as mudanças que contei no post abaixo?
Pois é, as novidades são sobre elas!
\o/
Eram 17h28 (horário local) de hoje.
Ouço algo semelhante a toque de celular. "Cadê meu celular?"
Era ele que tava tocando!
Olho o visor - número desconhecido. "Quem Será?"
- Alô?
- Por favor, Liana Feitosa?
- Sou eu, quem gostaria por favor?
- Aqui é do Unasp, de São Paulo. Estamos ligando pra te avisar que você foi aceita. Agora é só fazer a matrícula!
- É... É... Sério?! Ok! Certo! Obrigada, obrigada!
Não podia acreditar! Minha vida em São Paulo, toda lá à partir do ano que vem!
Só dependia de uma resposta, e cá estava ela!
Tenho certeza que isso será bom, muito bom!
continua...
É.. passadas as provas, trabalhos (que honram o nome 'trabalho' por que dão um trabalho incalculável!) e afazeres maiores referentes à faculdade, estou de volta!
E com intenção de não ficar muito tempo sem postar!
Bom, na verdade vim dar uma notícia! Muito boa, diga-se de passagem...
Sabe as mudanças que contei no post abaixo?
Pois é, as novidades são sobre elas!
\o/
Eram 17h28 (horário local) de hoje.
Ouço algo semelhante a toque de celular. "Cadê meu celular?"
Era ele que tava tocando!
Olho o visor - número desconhecido. "Quem Será?"
- Alô?
- Por favor, Liana Feitosa?
- Sou eu, quem gostaria por favor?
- Aqui é do Unasp, de São Paulo. Estamos ligando pra te avisar que você foi aceita. Agora é só fazer a matrícula!
- É... É... Sério?! Ok! Certo! Obrigada, obrigada!
Não podia acreditar! Minha vida em São Paulo, toda lá à partir do ano que vem!
Só dependia de uma resposta, e cá estava ela!
Tenho certeza que isso será bom, muito bom!
continua...
sábado, 8 de novembro de 2008
- E quando o futuro incerto é?
Olá queridos! Saudades daqui...
Depois de diiiias sem postar, cá estou pra "abrir meu coração" mais uma vez, afinal, aquele que não escreve com tudo o que sente, nenhum sentimento transmite. =]
Você já sentiu angústia devido à uma incerteza? Aposto que sim.
Angústia, tristeza, dúvida, frio na barriga. Todos esses termos servem pra exemplificar o que estou sentindo agora.
As mudanças sempre geram incerteza na gente, se não geram, que graça há em mudar?
Não saber o que te espera deve servir pra, ao menos, te alertar sobre todas as possiblidades do que está por vir.
Não sei o que me espera no futuro, como você não sabe.
Não sei qual a lição que vou aprender amanhã, quem conhecerei semana que vem, o que farei durante o próximo mês...
Não sei se muitas coisas boas me esperam no próximo ano, ou se somente luta.
Mas se há luta, há vitória. Então, que venham as lutas!
Se é pra mudar, quero fazer das mudanças a alavanca que me levanta pra vida, da incerteza a busca pelo real e da angústia o sentimento que me lembra tudo de lindo que já vivi.
Nos próximos dias minha vida poderá mudar radicalmente. Poderei deixar minha cidade natal, meus amigos de anos, minha rotina de sempre e partir. Partir pra mais longe dos meus pais, mas pra uma vida nova, cheia de mudanças, incertezas e expectativas. Mas se tiver luta, existirão vitórias. Então, que venham as lutas.
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