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terça-feira, 16 de junho de 2015

Algumas considerações sobre o amor

Você não dá certo no amor porque te falta fé. Fé no amor e fé em Deus.

Primeiro você diz que os homens de hoje em dia não prestam e vem com esse mimimi mais nada a vê que existe. Depois, fala que ninguém mais liga pro amor nesse mundo e que as pessoas só estão interessadas em relacionamentos superficiais. Te falta fé no amor.

Você começa a duvidar se esse negócio de tampa da panela é "realmente real". Começa a pensar que Deus esqueceu de você na fila do amor e que Ele meio que sente prazer em te deixar sobrando no caminho que leva à felicidade nos relacionamentos. Te falta fé em Deus.

Só que, se existe algum culpado nisso tudo, esse alguém é você, e não Ele. A gente é que vive tomando péssimas decisões que resultam em péssimas conquistas e ainda temos a coragem de culpar Deus. Somos precipitados, ansiosos, imediatistas, inconsequentes e egoístas. Você acha mesmo que Deus é o culpado pelas consequências das suas decisões?

Inclusive, essa questão de ter pressa talvez seja o problema mais grave de hoje em dia. A ânsia de encontrar a felicidade no amor tem nos impedido de encontrar o que precisamos de verdade, até mesmo a paz. E tem nos impedido de encontrar essas coisas ainda solteiros, diga-se de passagem.

As pessoas criam uma expectativa doentia em cima do "ser feliz com alguém". Acabam vivendo uma vida de projetos, de sonhos futuros, de expectativas ainda não cumpridas, e negligenciam o hoje que é, de fato, a ÚNICA coisa que temos.

"A gente fica esperando que a alegria haverá de chegar depois da formatura, do casamento, do nascimento, da viagem, da promoção, da loteria, da eleição, da casa nova, da separação, da aposentadoria... E ela não chega porque a alegria não mora no futuro, mas só no agora." (Rubem Alves)

Por favor, não me interprete mal. Sonhos e planos para o futuro nos movem na vida. Mas entenda que, para ter amanhã, é preciso cultivar o agora, hoje. E a palavra certa aqui é cultivar porque o amor não é miojo para ficar pronto em 3 minutos. Amor é planta, só cresce com o tempo e quando devidamente regada.

Por isso, qual o motivo da pressa? Qual o motivo de tentar relacionamentos que já nasceram mortos? Sim. Eles existem, sim. Você não precisa pular na frente de um trem pra saber que essa é uma ideia burra. Você não precisa se enfiar em toda oportunidade de relacionamento pra saber que existem tentativas fadadas ao fracasso. Pare com essa mania de querer abraçar o mundo.

Te falta falta fé no amor, fé em Deus e amor próprio. Parece que queremos provar (não sei pra quem, né? Talvez para nós mesmos) que podemos, sim, dar certo no amor. Queremos viver a realização dos nossos sonhos, saciar nossas vontades, alimentar nosso ego. Aí nos jogamos de cabeça no primeiro indício alheio de segundas intenções.

Que controvérsia: nos falta amor próprio enquanto queremos alimentar nosso ego. E é simples entender isso: nos falta amor próprio pra aceitar somente o que é melhor pra nós, no entanto, muitas vezes nos resumimos a relacionamentos vazios, temporários, apenas pra satisfazer nossa vaidade carente de atenção.

Entende da onde surge aquela frustração, aquela decepção com o amor? Mais uma vez a ansiedade de encontrar a felicidade te emperrou...

Ok, sei que o amor não tem regras e que as decisões tomadas nessa "área" são subjetivas e extremamente pessoais. Mas se tem uma coisa que aprendi nessa vida é que fé no amor e fé em Deus não podem faltar (assim como o amor próprio, claro!).

Um dia pedi pra que Deus decidisse por mim. Estava prestes a viver uma história que eu achava que seria de amor, mas Ele disse não à história. Apesar de obedecê-Lo, sofri com a decisão. Mais tarde, olhei pra trás e vi que o não de Deus na verdade estava me moldando. A decisão dEle estava me fazendo enxergar minhas reais prioridades. Hoje vejo com clareza que o melhor de Deus está por vir. Simples assim, não é discurso do Augusto Cury. O melhor vem, sim.

Que não te falte fé nisso.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Que seja

Que ele saiba tocar violão. Ou violino, ou piano... Que ele cante. Que goste de MPB, bossa nova, soul e R&B. Que seja curioso, engraçado, goste de piadas, mas também saiba falar sério de vez em quando. Que se preocupe com os animais, que goste de ler, de ver filmes, viajar e até acredite que qualidade de vida começa no prato da gente.

Que goste de frio, mas, principalmente, daquele solzinho gostoso que domina o céu azul e aquece a gente quando o vento gelado do inverno bate. Que goste de histórias, de pessoas, de vidas. Que goste de quem tem muito o que ensinar.

Que goste de abraçar, sorrir, beijar, que não oprima a emoção e a lágrima. Que não tenha medo de falar o que sente, que não deixe de sentir o que surge de repente, que até tenha medo do desconhecido, mas que não fuja de vivê-lo.

Que ele pisque quando quiser dizer oi sem pronunciar nada. Que seja cheiroso. Que tenha furinho na bochecha, ou no queixo, e que as covinhas apareçam quando ele sorri. Que o sorriso dele seja porto seguro, seja paz.

E que ele seja alto pra eu me sentir protegida, que seja decidido pra eu me sentir segura, que seja doce pra eu me sentir amada.

Que tenha pés no chão, mas permaneça de braços abertos, prontos pra voar. Voar tão alto quanto sonha o Criador de tudo. E que ele seja amigo íntimo desse Criador, melhor amigo dAquele que tem o universo nas mãos. Que ele dedique tempo, talentos, energia e amor aos sonhos dEle.

Que ele sinta paz ao meu lado. Que se sinta completo comigo e que eu seja aquela companhia mais agradável. Que seja moreno ou branco. Que tenha olhos escuros ou claros. Que seja advogado, professor, administrador ou jornalista. Que seja vendedor, dentista ou engenheiro, ou nada disso, talvez um alguém sem rótulo, sem prescrição, sem descrição. Que seja meu e, eu, dele. Que seja feliz. Que seja muito feliz.

domingo, 26 de abril de 2015

Para um realista esperançoso


Não é fácil esperar. Não é fácil acreditar que um dia o amor vem. O amor, aquele de verdade, não o de filme, mas o real, o sincero, o pra valer. Aquele que te faz enxergar felicidade mesmo depois de uma briga.

É difícil não perder a cabeça com pressão dos amigos. Difícil não se cobrar diante da pressão da família, da sociedade... Mas que besteira! Pra que tanta pressão? Como se a gente fosse definir quando, onde, como e por quem se apaixonar... Besteira acreditar que, falando hoje, o outro vai amar amanhã.

Aí você espera. Mas é difícil esperar. É difícil acreditar que o amor é pra todos quando você, de verdade, nunca soube o que é isso. De verdade no sentido de ser correspondido, de ser aceito e ser alguém pro outro. De verdade no dar amor, afeto, coragem, companhia pro outro. Que besteira! Como as pessoas podem achar que equalizar diferenças, personalidades, sonhos e vontades, se resume a um sentimento que queima o coração e só?

Como podem pensar que fixar sintonia entre dois mundos, entre frustrações, expectativas, perdas e ganhos, é uma questão de apaixonar-se e fim? Amor não pode ser só sentimento. Amor não é. Amor é escolha, é ação, é reação no momento inesperado. Sentimento passa, como passa a raiva, a tristeza ou a euforia. Amor dura, amor calcula, pensa, reflete, amor se movimenta, age.

Não é fácil esperar, esperar pelo que acontece sem hora marcada. Num mundo tão cheio de egos, umbigos e auto-suficiência, ele parece cada vez mais distante, está raro encontrar o amor. Aquele de verdade, o real, o pra valer. Mas, como disse Suassuna, "o otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso."

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Talvez

O mundo dá voltas e, de vez em quando, é preciso parar. Faço uma pausa e reparo ao redor, me situo sobre mim, vejo minha vida e olho meu coração. Penso que talvez eu tenha deixado passar várias oportunidades de ser feliz. Talvez eu tenha subvalorizado quem realmente vale a pena, talvez eu tenha desperdiçado oportunidades.

Eu me basto? Mas então por que me sinto sobra? Talvez minha vida seja diferente do plano que imaginei... Talvez o amor não seja pra todos. Talvez alguns tenham nascido pra ficar só. Não digo ficar só como forma de castigo ou punição. Não por não merecerem alguém ou por não fazerem questão, mas talvez alguns sejam sós porque apenas são. A vida passou e é isso.

Talvez eu não saiba explicar o que passa pela minha vida e pelo meu coração. Talvez eu apenas não saiba entender meus dias, não saiba ler minhas chances, talvez eu nunca esteja pronta pra certos tipos de desafios. 

Pode ser que eu apenas procure respostas sem saber que nem tudo vai fazer sentido. 

segunda-feira, 20 de maio de 2013

No mínimo, mais que um

Senti aquela inquietação, aquela ‘coceirinha’ de vontade de escrever que só quem se alimenta de palavras sente. É claro que nem sempre as palavras acompanham a velocidade do coração. Nem toda ansiedade de escrever pode ser suprida no dedilhar das teclas. Nem todo sufocamento pode ser aliviado com o abrir do coração.

Mesmo assim, resolvi falar de solidão. E já que as palavras não curam meu problema, ao menos me fazem companhia. Por isso, preciso falar da necessidade de afeto, da importância do sorriso, da preciosidade da amizade. Não fomos feitos para sermos só.

Namorado, marido, amigo, irmão: nascemos para termos um codinome, apesar de odiarmos rótulos. Porque, nesse caso, ser namorado, marido, amigo ou irmão não é bem um rótulo, é ser pedaço do coração de alguém. Até porque, pense bem! Estar acompanhado é não estar só, até mesmo no caso de quem está mal acompanhado. Vinícius de Moraes já dizia que “mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão”... Entende por que tantas pessoas não conseguem largar uma má companhia?

Mas o fato é que eu falava, em outras palavras, que fomos feitos mesmo para sermos grupo. Quem é só, é pó. É grão, é fagulha, é areia, centelha, miudeza. E fomos feitos para a grandeza. Para o amor, para o afeto, para a companhia, para o agrado, para o abraço. Afinal, não se pode abraçar só: é preciso ser dois ou, no mínimo, mais que um.


domingo, 12 de maio de 2013

Um poeminha pra mamãe

Quando pequena, minha mãe me deu um caderno super fofo pra que eu enchesse com meus poemas. Eu amava escrever poemas...

Hoje, Dia das Mães, faço uma pequena homenagem praquela que faz meus dias valerem a pena.

Como pode três letrinhas causar tanto amor e emoção?
 Não sei porque comovem tanto, mas me enchem o coração

 É claro que falo da MÃE, aquele ser amoroso e leal

 Não sei o que você acha da sua, mas a minha é genial!

 Minha mamãe querida, preste atenção nas minhas palavras

O que digo é de coração, verdadeiro e veio direto da alma

De todos os amores do mundo, o por você é mais bonito

É você que sempre me ouve, me ama e tem paciência comigo

Por isso, neste dia, quero a você dedicar

Meus mais lindos versinhos que com suor consegui rascunhar

Agora, meu querido leitor, te peço com muito carinho

Seja gentil e cortês, e não ria dos meus versinhos!

 Feliz Dia das Mães! :)


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Ser diferente, mas nem tanto

“Pastores” incoerentes, cheios de más intenções, que enganam e, literalmente, roubam os “fiéis”, estragam aquilo que há de bom na religião. Estou cansada de ver pessoas relacionando maus cristãos a Jesus - o Mestre do amor, o Cristo da compaixão e do respeito. Me dá nos nervos ver gente achando que todo “evangélico” é igual, que todas as igrejas são santuários da enganação e que todo cristão é trouxa. Mas como lutar contra isso numa sociedade onde ser diferente é ser normal, desde que não seja alguém tão diferente como é um crente?

Me machuca ver que é quase impossível um cristão falar sobre homoafetividade sem parecer preconceituoso, enquanto as religiões são todas consideradas farinha do mesmo saco. Por favor, me entenda: não estou julgando o nível de mérito de religiosos e gays, como se religiosos fossem mais vítimas que homoafetivos. Não é isso. Até porque, se colocarmos na balança, conheço gays que são muito mais éticos e decentes que muita gente que se diz religiosa.

Entretanto, me dói profundamente ver que centenas e mais centenas de pessoas deixam de viver um relacionamento racional, sincero e coerente com Deus porque não veem um Deus racional, sincero e coerente na vida dos cristãos que elas conhecem.

E, em meio a tudo isso, não há como fugir da realidade: foi na modernidade que a Igreja caiu em descrédito e, de lá pra cá, crenças, princípios e valores fazem cada vez menos sentido. Não faz sentido pertencer a uma religião, é insano cultuar o Deus real, o Deus da Bíblia. E, hoje, ao observar a sociedade na qual vivemos, percebo que há fartura de gente espiritualizada, mas poucas pessoas dispostas a ter uma vida verdadeiramente relacional.


"Que os homens aprendam pelo menos qual a fé que rejeitam antes de rejeitá-la.” [Blaise Pascal, físico, matemático e filósofo do século XVII.]


quinta-feira, 22 de março de 2012

Se é do bem, te faz crescer

Sempre fui carente, muito carente. Era do tipo que via as amigas namorando e sofria por estar sozinha. Quando estava a sós, desperdiçava muito tempo lamentando o fato de nunca dar certo com os homens. Constantemente, me sentia humilhada quando via que mais uma paixão não havia apresentado nenhum tipo de sucesso. Na verdade, eu só vivia de paixões platônicas, amores infundados, admiração por homens sem nexo. Se me encantava por homens incoerentes, meus sentimentos só podiam ser doentes.

Um dia, no início do ano de 2010, sofri uma grande decepção. Com o coração detonado pelas emoções e sentimentos confusos, implorei aos céus como nunca, NUNCA tinha suplicado na vida:

-
Deus, aumenta em mim meu amor-próprio, tira de mim essa característica destruidora que me cobra viver uma “história de amor” como as dos filmes. Tira de mim o que não me deixa ter paz.

Não sei você, mas acredito em milagre. Em milagre, inteligência emocional e maturidade. Hoje não me autodestruo mais. Eu, sim, me construo usando tudo de lindo e edificante que a vida me dá. Cresci, amadureci, nunca mais sofri por causa de amores impossíveis, improdutivos, sem virtudes. A carência não me destrói mais. Aprendi que sentimento algum é bom quando te diminui, te faz sofrer.

O que eu vivia não era amor, era ilusão. A ilusão de que contos de fada extrapolam as páginas dos livros. Mas amor mesmo, de verdade, te ergue, coloca em pé, te faz justo, te faz grande, grande em paciência, compreensão, bondade, aprovação. Isso ainda não vivi, mas também não tenho pressa, afinal, a excelência é uma questão de hábito e, hábito, questão de tempo.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Homens não são todos iguais

Tem mulher que insiste em dizer que os homens são todos iguais. Que todos são safados, todos aproveitadores, ou que nenhum presta, o que dá na mesma. Clichê.

Homens não são todos iguais. O homem, assim como a mulher, é resultado daquilo que fizeram dele. Claro que o que fazemos da nossa vida, as decisões que tomamos ao longo dos dias, contam. E MUITO! Mas as decepções que sofremos, as pessoas com as quais convivemos e as alegrias que sentimos, ajudam a construir o que chamamos de VIDA.

Sendo assim, quando uma mulher é instável o suficiente para trair seu homem, ela dá abertura para que ele seja como ela: aproveitadora e baixa.

Por favor, não vá pensando que acredito que mulheres são maioria quando o assunto é adultério. Até porque, como aponta uma pesquisa feita pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, 60% dos homens analisados confessaram que já traíram ou ainda traem. O índice de mulheres que confessaram ser infiéis é de 47%.

No entanto, isso não quer dizer que homens são mais tentados à ceder à traição do que as mulheres. Afinal, desejo todo mundo tem.

Sem contar que, muito longe de mim está a intenção de apoiar homens que possuem atitudes machistas, abusivas ou vulgares. Não quero dar a entender que você, mulher, deve se submeter a um homem que te maltrata, que te fere física ou psicologicamente. Não coloque palavras no meu texto.

Quero, apenas, deixar claro que quanto mais nós, mulheres, formos burras e desprezarmos a fidelidade, menos motivos nossos parceiros terão para serem fiéis.

Se as representantes do sexo feminino se dessem mais respeito, os homens enfrentariam mais dificuldades para nos conquistar e, portanto, seríamos mais valorizadas. Mas pra que correr atrás de “apenas” uma se por aí tem gente fácil aos montes? É trocar meia dúzia por uma. E para aqueles que quantidade é mais interessante que qualidade, a situação tá mais que satisfatória.

Homens não são todos iguais, mas se nós, mulheres, continuarmos oferecidas assim, eles se tornarão.


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“Os desejos das pessoas são como o mundo dos mortos: sempre tem lugar pra mais um”. (Livro de Provérbios, capítulo 27, verso 20.)


sexta-feira, 1 de julho de 2011

É o que você precisa

Dizem que decepção não mata, ensina a viver. Se for assim, a vida tem me ensinando a não confiar nas pessoas. Sinceramente? Estou cansada de gritar e não ser ouvida, de falar para as paredes, de lutar por causas que nunca ganham solução e nem ao menos melhoram. Estou cansada de promessas não cumpridas, de palavras vazias, de juras de amor sem atitude, de ausência de superação.

Estou farta de "eu te amo's" desenhados como enfeite. Vocês faltaram às aulas na escola? Quando é que vocês vão entender que AMAR termina com R porque é verbo, e que todo verbo é AÇÃO?

Tá faltando empregar movimento ao amor, faltam pedaços na palavra, falta atitude ao amar.

Esses dias, na casa de uma amiga, falávamos sobre as adolescentes idealistas e sonhadoras que fomos. Quando nos apaixonávamos o calor da emoção podia ser sentido com um simples toque. Inconsequentes, impulsivas, sonhadoras e dotadas de uma pureza tão comum em quem sonha em mudar o mundo...

O que aconteceu com aquela garota que não tinha medo de amar, que tinha gosto em se arriscar? Onde foi parar aquela menina que adorava conhecer novas pessoas, criar novos laços e fortalecer uniões antigas?

A garota chorona, que se emociona ao ver propaganda na TV, ainda está aqui - mais viva que nunca. Mas a moça quase que alienada de tão encantada pelas pessoas, pela mente humana e pela capacidade que o homem tem de amar; está dormindo um sono profundo.

Há quem sinta saudades dela, mas ela parece estar longe de acordar...

Entenda, pra esse meu problema não preciso de consolo, não preciso de palavras de auto-ajuda, não preciso ganhar mais amigos. Na verdade, só preciso acreditar que ainda é possível confiar no ser humano, que há gente boa no mundo e que nem todos se relacionam por interesse ou por acomodação.

Preciso de AMOR. Preciso de coerência e de respeito – tudo o que todos precisam. Em todos os momentos da vida.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

A brisa da esperança

Bem sei ó Senhor, que os Teus juízos são justos, e que com fidelidade me afligiste. Salmos 119: 75

Não é raro passarmos por problemas e, por causa deles, pensarmos que Deus não ouve mais nossas súplicas. Lembramos de coisas que Ele fez por nós no passado, mas, devido ao fato de agora Ele demorar em responder, chegamos a pensar que fomos esquecidos. Assim, passamos a dar ouvidos à nossa consciência que insiste em dizer o quão limitados somos. De fato, todo ser humano é limitado. Mas o problema é que nos esquecemos que existe um Ser que quer cuidar do barco já naufragado da nossa vida.

A verdade é que, geralmente, só nos entregamos de fato a Deus depois da adversidade. Ferimos os braços de tanto lutar, sendo que o Senhor dos mares está o tempo todo ao nosso lado esperando um simples pedido de ajuda para que Ele comece a agir.

Porque tapamos nossos olhos impedindo de ver o brilho único do amor de Deus por nós? Já parou para pensar que talvez essas vendas só estejam ali somente porque nós as permitimos que ali ficassem? O problema é que custamos aceitar nossas falhas.

Porém, acredito que em Deus está o poder para finalmente vermos, enxergarmos que sem Ele o mar da vida é traiçoeiro. Meu barco pode até estar perdido, mas Ele pode acalmar as águas tumultuosas e fazer soprar a suave brisa da esperança.

Nas mãos do Pai, a sua embarcação tem um rumo a seguir e, quando você coloca seus desejos nas mãos Dele, é possível senti-Lo tão próximo que parece que você pode tocá-Lo. As respostas de Deus então vêm a nós de uma forma tão clara e feitas sob medida para cada pessoa que não temos como não enxergá-Lo agindo em nós e por nós.

Se você tem passado por dificuldades e não consegue entender planos Dele para sua vida, acredite que Ele é fiel para com aqueles que não abrem mão de crer Nele. Depois que a tempestade passa, um céu azul e um lindo arco-íris aparecem mostrando a fidelidade de Deus. Então, entregue suas lutas a Ele e descanse, porque eu sei que as respostas sempre vêm. Pode não ser como queremos, na hora em que desejamos, ou da forma que almejamos. Mas elas vêm. Peço a Deus para que você sempre ore: “bem sei, ó Senhor, que os Teus juízos são justos, e que com fidelidade me afligiste.”

terça-feira, 24 de maio de 2011

Aguentando os apaixonados

Definitivamente, não tenho paciência pra pessoas apaixonadas. Na verdade, tenho paciência pra poucas coisas. Ok, não vou entrar no mérito da questão até porque isso não é uma coisa linda de se dizer, mas I born this way, como diz a louca da Lady Gaga e é isso aí.

O fato é que pessoas apaixonadas me irritam, principalmente aquelas que sofrem de amor-sem-resposta, um tipo de epidemia pós-moderna que afeta, especialmente, meninas que insistem em acreditar em príncipe encantado. NÃO. Não estou falando daquele tipo famoso: alto, viril, ricaço e montado num cavalo branco. Isso é passado! Também não vou cair no clichê de dizer que hoje, na verdade, o príncipe - também ricaço - vem é dentro de uma Ferrari... Seria pouco original da minha parte.

A questão é que, quando falo do quanto me irrito com pessoas que sofrem de amor não-correspondido, é porque vejo nessas pessoas uma vontade enorme de permanecer no sofrimento. É como se o indivíduo quisesse curtir aquela fossa até a última instância, lembrar e relembrar momentos pequenos, mas que ganham uma enorme proporção quando se está apaixonado.

E sabe o que é MAIS enjoativo? É quando acabamos como vela. Pelamor! Ô situaçãozinha inútil! Você ali, olhando pros lados, pro céu, pro chão, pra qualquer lugar em busca de algo MENOS constrangedor que um casal se abraçando e se beijando na sua frente. É como se você fosse a parede que os esconde do restante do mundo. Sendo assim, o casal pode ficar à vontade, trocar intimidades e apelidos toscos sem constrangimento, né? Afinal, o AMIGÃO-VELA tá ali pra segurar as pontas! ¬¬

Ah, mas, até aí, tudo bem! Casais legais merecem ser felizes. Só continuo sem entender o lance do sofrimento em caso de amor não correspondido. Que graça tem em viver sofrendo? Sai dessa!

Tá, não precisa me amaldiçoar. Sei que na teoria tudo é bem mais fácil e que, quando estamos vivendo a coisa, o problema parece maior. Talvez essa minha ideia de que é fácil sair da deprê tenha vindo, de presente, junto com as centenas de pé-na-bunda que levei. Aprendi a me recuperar com certa facilidade e as feridas, em cada vez menos tempo, acabam se cicatrizando. E quer saber? É melhor assim! Antes cheia de cicatrizes, do que morrendo com a dor de feridas abertas, que ainda sangram.

Mas, não posso mentir. Ao pensar nisso tudo inevitavelmente um detalhe, importante, vem à minha mente: os melhores textos que escrevi, os mais intensos, inspirados e profundos, foram escritos no alto de uma paixão. Dor e paixão que eu achava que nunca acabariam.

domingo, 8 de maio de 2011

Para quem não ama de verdade

Por que as pessoas que amamos nos machucam?

Não consigo entender porque ferimos o coração das pessoas que amamos sendo que é pra elas que deveríamos dedicar todo tipo de respeito e cuidado.

O problema é que nosso ego e amor próprio não estão interessados em ser humildes e caridosos. No final das contas, é o meu coração e são os meus desejos que de fato interessam pra mim. Se for preciso passar por cima do amor de alguém pra que eu alcance minha satisfação pessoal, farei isso.

Essa é nossa vida, é assim que subsistimos. Erroneamente, claro, porque nos esquecemos que, se não cuidamos do coração de quem está próximo a nós, um ciclo infeliz se formará ao nosso redor. É a tal Lei da Ação e Reação. E o pior de tudo é que nem o interesse próprio tem funcionado. Nem o interesse de não ferir o outro para que ele não me fira tem sido motivo suficiente para mover corações e impedir-nos de machucar.

Há um discurso muito bonito vagando por aí dizendo “ame ao próximo!” E então você prega o amor ao mendigo jogado na calçada, prega a caridade, prega a justiça de tratar héteros e gays sem preconceito, prega a importância do respeito a um estranho qualquer; mas você nem sequer vive o amor para seu melhor amigo. Pregamos o amor às crianças famintas da África, mas não dispensamos amor sincero nem ao menos àqueles que dizemos amar de verdade.

“Eu te amo” virou vírgula no meio de uma frase qualquer, solta no caminho que trilhamos em busca da felicidade.

Não é à toa que Caetano Veloso, grande músico propagador de verdades sobre a vida, já cantava aquele clássico de Peninha que diz: “quando a gente gosta é claro que a gente cuida”. Afinal, essa deveria ser a realidade mais natural da nossa vida limitada, passageira e egoísta: cuidar de quem amamos.

Pena que, muitas vezes, vivemos a maior das incoerências dessa vida, dizemos amar, mas com nossas atitudes só sabemos ferir, matando no outro o sentimento que dizemos sentir por ele: o amor.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Mãe é tudo isso

Visitas ao médico, bolos, sobremesas, material escolar, roupas, calçados, cremes para o cabelo, perfumes, presentes, livros. Mãe dá tudo isso pra gente. Mãe dá computador, dá remédio, horas no salão de beleza, casa, comida, roupa lavada, cama quentinha, cobertor. Dá vestido no calor, casaco forrado quando tá frio. Dá tênis pra fazer esporte, roupa pra brincar na piscina, relógio pra não perder a hora, celular pra sermos encontrados, agenda pra nos programarmos, cadernos pra não deixarmos de estudar.

Mãe dá carinho, dá atenção, ouve o choro, ouve risada, ouve reclamação, ouve atrevimento, engole sapo, leva desaforo pra casa. Mãe dá o ombro, conversa por horas no telefone, dá conselho, puxa a orelha, conta piada, alerta contra o perigo, ajuda quando tudo tá difícil. Mas mãe é mais que isso. Mãe acorda a gente pra ir pra escola, abre a cortina do quarto sem demora, faz cosquinha em filha manhosa, sempre por nós ora. Mãe pede a Deus que tenhamos saúde, lembra sempre de suplicar a Deus que nos cuide.

Mãe é como um anjo sem asas e que, portanto, não pode voar. Mesmo assim, nunca esquece da gente e nunca deixa de nos guardar. Guardar nem que seja em fotos, lembranças, momentos de emoção, pedaços de papel. Mãe sempre guarda a gente no coração.

Mãe, eu não sou mais aquela menina que escrevia poemas em um caderno cor-de-rosa e, toda animada, lia em voz alta pra ver em você um sinal de aprovação. Eu cresci, e isso dói. Dói porque sei que não voltarei pra casa.

Dói saber que a distância agora é nossa realidade, nossa companhia, é constante em nossa vida. Dói perceber que o tempo contigo passou rápido demais. Já são anos longe de casa, longe da convivência diária, longe dos seus conselhos pra tudo. Limitar ter você apenas por telefone dói, mas é quase irreversível. Afinal, não dá pra ter 12 anos pra sempre.

Hoje sou como um reflexo de você. Daquilo que você me ensinou, das lições que me mostrou, do mundo que me apresentou, do jeito que me educou, dos gostos que em mim formou, dos hábitos que em mim cultivou. Ao longo dessa estrada muitas das coisas que você me deu fui abandonando. Ou por teimosia, rebeldia ou porque achei que eu não me adaptaria. Mesmo assim, ainda vejo e sempre verei em você a garra que quero ter, o profissionalismo que busco mostrar, a humildade que preciso conquistar, a bondade que desejo desenvolver.

Obrigada pelos sacrifícios, pelas negações, por muitas vezes se anular, pela paciência – até mesmo quando ela acabou -, por ser forte, por acreditar em mim, por confiar, mesmo eu não merecendo. Mãe é tudo isso. Obrigada por ser completa.

Feliz aniversário,
Eu te amo!


São três letras apenas as desse nome bendito
Também o céu tem três letras
e nelas cabe o infinito.
Para louvar nossa mãe,
Todo o bem que se disser
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer.
Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do céu
E apenas menor que Deus.


Mário Quintana





sábado, 9 de outubro de 2010

Crescer e aparecer

Mil e cem quilômetros me separam de casa, 13 horas de viagem, mais que a metade de um dia todo. Nem sempre foi assim... Há quatro anos eram apenas cerca de 130. Mas hoje, bem longe de casa, tenho aprendido que a vida não espera você se tornar adulto pra te ensinar a agir como um.

É que quando se está longe numa situação como a minha, teoricamente não há ninguém por você por perto. Literalmente. Não é que você não tenha amigos ou esteja isolado da sociedade. É que agora quem faz sua vida é você. É você quem terá que cuidar de crescer, para aparecer.

Quando moramos com os pais, a mãe prepara o café todos os dias, faz o almoço e pergunta o que você quer comer na janta. O pai, por sua vez, te dá uns troquinhos de vez em quando, depois de você muito insistir que precisa de, pelo menos, 5 reais pra poder tomar sorvete com os amigos.

Óbvio que essa esta seja uma situação hipotética em sua história de vida. Talvez você nunca tenha tido a felicidade de ter que esperar a semana que vêm chegar pra poder usar aquela blusa branca que tanto gosta. Afinal, sua mãe lavou ontem todas as roupas claras que estavam sujas e só na próxima semana lavará peças com esse tom novamente.

O mais incrível(?) é que quando a adolescência chega e, mais tarde, quando a vida universitária se torna realidade pra gente, a coisa com que a maioria de nós passa a sonhar é sair de casa! É morar sozinho, ter um cantinho só pra gente, ser INDEPENDENTE.

Mas, ah... Mal sabemos nós o que nos espera! Se todo jovem sonhador soubesse como dói ficar longe daqueles que amamos. E não me refiro a paixonites, não. Essas coisas, pequenas, passam. Falo de amor de verdade, amor de pai e mãe, de saudade da sua terra, dos amigos, daqueles que sempre estiveram com você, que te viram crescer, te ajudaram quando você mais precisou.

Estar longe dessas pessoas, que te amam independentemente do seu sucesso ou fracasso, do seu entusiasmo ou fraqueza, que te amam independentemente da distância; é muito mais difícil do que ter que passar toda uma adolescência morando com os pais.

Ah, se eu pudesse... Se eu pudesse encucar a realidade na mente (já sendo redundante), muitas vezes oca, desses seres que insistem em sair de casa cedo demais! Imputar nessas cabecinhas que essa vida não é tão simples assim...

Tá. Devo deixar claro que aqui que não sou contra a independência financeira ou que não se deve sair de casa nunca, nem depois de adulto. Não é isso. Até porque minha própria atual situação estaria indo contra essas ideias... Só acho que a vida é curta demais pra querermos nos livrar tão cedo das pessoas que mais amamos. Ou que pelo menos deveríamos amar...

Mas se seus sonhos pro futuro incluem sucesso profissional, saiba que será necessário se desafiar e sair da barra da saia da mãe. E, portanto, você provavelmente terá a crise pela qual passo agora. Tem gente que diz que é a crise dos 25, que é quando você se vê formado tendo que decidir se casa ou se muda de cidade por causa de uma proposta de emprego. Devo ser precoce, a crise bateu na minha porta aos 21. Não que eu esteja pra casar, mas diria que os desafios que estão à minha frente são um pouco mais assustadores. Minha opinião, né?

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Vida amorosa = piada


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Não sei o que acontece comigo..

Às vezes acontece com você também, não sei...
Mas do jeito que acontece comigo, não. Com certeza.

Comigo é demais! É exagerado! É... É... Inacreditável até!

Como diz minha sábia amiga Fernanda... "Liana! Você tem o dedo podre pro amor!"

Minha vida amorosa é uma verdadeira piada.
Digna de comunidade no orkut! (ahahaha)
Há algum tempo atrás recebi um e-mail que diziam ser o Calendário Celta. Não sei se você já viu, ouviu falar, ou conhece, mas enfim; o calendário diz que cada pessoa, separados de acordo com a data de nascimento, pertence a determinado grupo segundo sua personalidade.

E eu pertenceria (ou seria) a árvore salgueiro-chorão (combina mesmo comigo esse nome...).

Resumidamente, cá está sua definição:

“Uma pessoa bela mas melancólica, atrativa, muito empática, ama as coisas belas e tem bom gosto. Ama viajar, é sonhadora sem descanso, caprichosa, honesta. Exigente, com boa intuição, sofre no amor. É basicamente amigável.”

Desculpa! Mas eu tive que ressaltar o "sofre no amor". Até porque é por ele que eu estou escrevendo tudo isso...

Gente! O calendário num sei das quantas fala que eu sofro no amor! ATÉ ELE!
Tá, se ele fala isso não quer dizer que eu estou fadada ao fracasso. Mas me surpreende o fato de ele definir meus traços de personalidade (que, diga-se de passagem, tudo isso aí é verdade) e no meio falar que eu sofro no amor!

Você sofre no amor? Mas assim... Eu quero que você entenda meu caso.
As pessoas chegam e falam pra você: "mas você é linda! Inteligente, engraçada, gente boa, interessante... Você só está sozinha porque quer!" ?

O próximo passo é se perguntar ‘o que então tem de errado pra
ninguém (QUE PRESTE) realmente querer algo (DECENTE) comigo’, né?!
Sabe, às vezes fico pensando...
Quantas promessas você recebeu e nada de concreto teve?

Já perdi as contas. E eu só vivi 19 anos!

Eu sou alguém que sente necessidade de ser amada, oras! Não digo amor efêmero, inútil, egoísta.
Até porque, a meu ver, isso nem é amor.
Eu falo de amar e ser amada, de verdade! Por alguém que te faça melhor a cada dia, entende?
Alguém que te mereça, que te dê vontade de crescer na vida, aprender cada vez mais, ser alguém melhor pras pessoas que passam por você...

E não basta amar! Têm que demonstrar! Do que adianta ter uma lindíssima flor rara dentro da sua casa e não deixá-la ver a luz do sol pra que floresça?

Sou alguém que sente necessidade de ser amada e o mundo sente necessidade da existência de homens realmente verdadeiros em seus interesses para com uma mulher.
Faltam homens que saibam tratar as mulheres com educação, bem ou simplesmente, sendo com ela o que ela é com você.
Isso quer dizer que o mundo carece de homens que não sejam rudes com mulheres que não merecem. Homens que enxerguem que cada mulher é um mundo infinito e particular.

Me desculpem os insensíveis, mas eu ando precisando de gente que demonstre amor. Seja ele de qualquer tipo: amizade, cumplicidade, amor de um homem por uma mulher...
Estou re-al-men-te cansada de promessas, expectativas e, conseqüentemente, frustrações.

Que isso te faça pensar como me fez.


P.S: Sim. Isso foi um desabafo. E "se não for para me fazer voar bem alto, nem me faça tirar os pés do chão."

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

- Feliz pra sempre

Eu lembro de como tudo começou... Talvez você nem se lembre mais...
Eu lembro das noites sem dormir, das lágrimas que custavam em parar de cair..
Aprendemos tanto juntos, aprendi tanto com você...

Tanto tempo passou, tanta coisa mudou, mas parece que tudo isso jamais vai acabar...
Já sonhei em te fazer feliz, em te mostrar como é lindo o mundo aqui fora, fazer você sonhar mais alto, enxergar além...

Gastei horas lembrando do seu jeito, amando seu sorriso, desejando seu abraço, recordando seu cheiro..
Não entendo como um sentimento tão bonito pode adoecer o coração. Porque não existem “felizes para sempre”?

Passei dias arquitetando te entender, agradar você, te fazer alguém melhor...

Existem milhões de músicas que falam o que você precisava ouvir de mim, existem milhões de palavras que eu ainda não te disse, existem um milhão de sorrisos que eu ainda não te dei...

Me assusta o fato de tentar achar as palavras que traduzam o turbilhão que é isso. Tão forte, tão bonito, tão sublime. Ainda não inventaram uma única palavra que sintetize tudo, ou já?

Mas na verdade, eu desisti de tudo isso. Desisti de te fazer feliz.
Talvez, “no fim eu amei por nós dois”, mesmo sentindo seu amor por mim, mesmo você me dando seu melhor...

Eu só queria te esquecer. Nem peço mais a Deus pra me dar de presente, você...
Na verdade, “peço tanto a Deus pra esquecer, mas só de pedir, lembro”.

Hoje o que trago no peito é um coração machucado, maltratado pelo tempo...
Um coração que quer muito a paz, mas que custa encontrá-la...
Ele ainda chama pelo seu nome, não consigo negar! Mas escolhi, primeiro, me amar.

Um dia, perto ou longe, te verei feliz e completo.
Um dia, cedo ou tarde, tudo o que vivemos fará parte das mais belas lembranças de nossas vidas.

Um dia, no meio do meu caminho, vou encontrar alguém que me dê seu coração, e eu, darei o meu em troca, e construiremos uma linda história, melhor que as de “felizes para sempre.”