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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Confusão

Vivemos na sociedade da pluralidade, da divergência, do diferente, do incomum, do novo e, lógico, dela - a confusão. Vivemos em uma sociedade confusa. Pessoas confusas, opiniões confusas, ideologias, vontades, verdades, crenças confusas.

Nossos ‘crentes’ estão confusos, nossos religiosos, nossos jovens, a igreja, que somos nós, nossos irmãos. Muito confusos. Aceita-se isso, mas reprime-se aquilo que é muito parecido com isso. 

Sinceramente? Não sei se você está me entendendo. Mas você há de concordar que valores, vontades, verdades e crenças estão confusas, estão misturadas e estão infiltrando, minando a verdade. A única verdade. Porque ela existe, aaaaah, ela existe! Não é pra falar bonito que Ele disse “Eu Sou o caminho, a VERDADE, e a vida.” Afinal, Ele não gosta de confusão. Ele é o Senhor da DECISÃO.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

O que você pensa quando vê uma pessoa gordinha?

Sabemos que é muito arriscado julgar as pessoas pela aparência. Desde cedo nos ensinam que não podemos concluir que alguém tem ou não dinheiro pela cor de sua pele ou pelas roupas que veste. No entanto, todo alerta nesse sentido parece inútil e teimamos em concluir antes de conhecer, “julgamos livros pela capa”.

Comigo não é diferente. Também julgo e, igualmente, sou condenada precipitadamente. E, no que diz respeito à minha aparência, isso é uma constante na minha vida: sempre sou julgada pela minha imagem. Fazer o quê?

Toda vida fui gordinha. Sempre. É algo que, de acordo com minha endocrinologista, é explicado pela genética, etc, etc... Enfim, sou gordinha desde que tenho seis, sete anos de idade. Meu peso só aumentou com o passar dos anos, principalmente devido a hábitos desequilibrados que desenvolvi. Mas, quando a adolescência chegou, percebi que era preciso mudar e adquirir costumes sadios.

As decisões vieram muito lentamente, sendo que a maior parte dos novos hábitos surgiu mais recentemente. Demoraram, mas vieram. Hoje posso dizer, com certo orgulho, que deixei de tomar qualquer tipo de refrigerante e comer qualquer tipo de fast food há 10 meses, me tornei vegetariana, diminuí drasticamente a ingestão de frituras e gorduras, além de reduzir para menos de duas vezes semanais a ingestão de doces industrializados (como sobremesas e chocolates).

No entanto, pra você, talvez eu só seja uma gordinha faminta, uma gordinha que, caso você ofereça um doce, não resista, não consiga recusar. Entretanto, não posso deixar de te dizer: cuidado com o julgamento. A voz popular pode ser muito sábia - as aparências enganam.


P.S: A foto acima foi tirada em 2009, quando eu ainda comida carne e saboreava um X-Campo Grande. Não é coincidência o sanduíche ter o mesmo nome da minha cidade natal. hahaha

sábado, 29 de setembro de 2012

Morar sozinho é uma furada

Calma. Não arremesse pedras contra mim, vou explicar. Não sei você, mas meu sonho de adolescente era morar sozinha. Se eu conseguisse isso, me livraria dos pais e de suas regras, e ainda poderia viver a mais linda e feliz liberdade do mundo. Não era raro me imaginar morando sozinha em um apartamento bacana. Sonhava com um ambiente muito festivo, sempre cheio de amigos e sem tempo ruim. Parecia coisa de filme. E não é que é coisa de filme mesmo? Encontrar jovens que acham super legal morar sozinho não é raridade. Mas, vem cá... Você já parou pra pensar nos “efeitos colaterais” de tanta liberdade?

Dê uma olhada nessa listinha do que acontece quando você mora sozinho:

Realidade 1: quando você chega em casa, o almoço não está pronto. Ou, pior! Não tem mamãe pra fazer a comida! Você precisa colocar a mão na massa e, depois de uma semana, já enjoou da sua especialidade culinária (que, geralmente, é miojo). Não vai demorar muito e notará que precisa variar o cardápio, a não ser que emagrecer seja uma necessidade na sua vida... Realidade 2: você chega em casa e decide tomar um banho refrescante. Sai enrolado na toalha em busca de roupa limpinha e: não! As roupas estão todas sujas! Cadê mamãe pra deixar tudo lavadinho e cheirosinho?

Realidade 3: o começo do mês está aí. Você abre a caixinha de correspondências e fica surpreso com a quantidade de cartinhas de amor que enviaram pra você. Opa, espera. Na verdade, a papelada é o banco, a loja de departamentos e as empresas de água e energia elétrica mandando um “oi” pra você recheado de números. Papai e mamãe não podem mais pagar suas contas. Você cresceu e precisa se bancar.

Pois é, meu caro, minha querida, a vida não é um mar de rosas. Ao morar sozinho, você poderá, sim, dormir na hora que quiser, matar aula sem levar “lição de moral” e até fazer festinhas em casa todos os dias. Sem os pais por perto a vida realmente parece menos exigente. Mas se você já não mora mais com eles sabe que agora é você por si e Deus por todos. Claro que sua família não vai te abandonar como se você fosse um estranho, mas tente lembrar que o tempo passa rápido e, um dia, a vida exige que a gente cresça.

Sendo assim, pelo menos por enquanto, não fique querendo pular fases no jogo da vida e ir logo pra fase adulta. Quando seus avós, pais ou tios dizem: “aproveita a vida porque ela é curta”, por favor, não duvide disso. Eles já viveram mais que você e sabem das coisas. Ok... Isso é clichê, eu sei, mas ouça com amor, tá? Promete?

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Eu e o Jornalismo

Nasci em Campo Grande, capital de Mato Grosso DO SUL, em destaque aqui para deixar claro que o Estado do sul e o do norte não são a mesma coisa. Foi no dia 09/09/89 que minha mãe me colocou no mundo e, como se não bastasse a data toda combinando, o parto foi às 20h20. Mas chega de fru-fru. Quero lhes dizer que sou muito sortuda. Já morei em quatro cidades e perdi as contas de quantas casas chamei de lar. No entanto, pude conhecer muita gente e ampliar minhas experiências de vida.

Hoje, mesmo morando em uma apagada cidade de São Paulo, estou distante da realidade pacata do interior de Mato Grosso do Sul, região da cidade de Aquidauana, onde morei por três anos e parada dos meus pais até hoje. Nessa cidadezinha predominantemente indígena descobri que jornalismo não é o que o jornal local faz, e também percebi que nem todo professor de matemática é assustador. Além disso, conheci mistérios aparentemente insolúveis, como o fato de que todo mundo conhece todo mundo em cidade pequena, e que, quando a bebida entra, a verdade realmente sai, mesmo se você se limita a beber leite.

A questão é que sou uma apaixonada pelo campo e pela cidade, e ninguém me tira da cabeça que esse meu coração dividido tem boa parcela de culpa pelo protótipo de jornalista que sou. É o amor à escrita, o encantamento pelo novo e o gosto pela reflexão que fazem aflorar meus sentidos educados na tranquilidade, mas amadurecidos na correria.

Entretanto, ignorei a pressa e fui em busca de gente da área, formada e sofrida há anos, para me ajudar a entender o que realmente é jornalismo. Acabei escolhendo o curso, às portas do vestibular, não porque sonhava em mudar o mundo, apesar de indiretamente esse ser meu objetivo. Na verdade, queria mesmo era viver do texto. Queria escrever até a LER me obrigar a rabiscar umas frases com os pés. Queria falar sobre o que as pessoas enfrentam, sobre como elas superam desafios e até onde o ser humano pode chegar. Acertei no alvo e ainda descobri que jornalista pode, entre outras coisas, fazer as pessoas se deliciarem com as palavras. Para isso, basta escrever com zelo e afinco, apesar da correria.

Por falar em obstinação, comecei a tentar esse caminho deixando o interior e retornando à minha cidade natal, Campo Grande, em 2007. Na capital iniciei no Jornalismo e decidi me tornar estagiária do jornal da faculdade no primeiro mês de curso. Situação-problema: mais de 10 concorrentes, apenas uma vaga, ninguém do primeiro ano. O desafio – intransponível para o alto dos meus 17 anos – foi oferecido aos candidatos em uma sexta-feira e deveria ser entregue na segunda-feira seguinte. Tínhamos que redigir uma matéria de duas páginas e tirar fotos para a mesma sobre um assunto relevante e quente.

Lembrei que o carnaval estava próximo e o estoque de bolsas de sangue do Hemosul (central de coleta sanguínea da cidade) certamente ficaria em baixa. Pronto, pauta definida. Minha tia (parente também tem contatos) trabalhava no hemocentro e me levou à diretora de comunicação do órgão. Já na entrevista, no meio de uma fala sobre doenças sanguíneas, a fonte me pergunta: - Você pelo menos sabe o que é lide? Resultado: ela, publicitária por formação, acabou me explicando, com detalhes e exemplos, quais famosas perguntinhas devem ser respondidas no primeiro parágrafo de um texto jornalístico.

Mas, apesar dos percalços de iniciante, fiquei com a vaga. Ao estagiar no jornal da faculdade amadureci muito, como todo estudante que tem essa rara oportunidade. Depois do jornal, passei por outra seletiva – dessa vez mais rigorosa – e fui para a rádio da instituição. Meses após, fui para uma conceituada revista do segmento de saúde e sem ligações com a universidade. Até que resolvi vir para São Paulo.

Aqui, me tornei editora de Política da Canal da Imprensa, premiada revista eletrônica de crítica de mídia, parceira do Observatório da Imprensa. Ano passado, fui selecionada entre 300 candidatos para compor a equipe de estagiários da EPTV Campinas, afiliada da TV Globo no interior de São Paulo e sul de Minas Gerais. Hoje, quando me pergunto “quem sou?”, respondo sem medo: sou alguém com muita sorte.



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Esse texto foi feito para o cumprimento de um dos requisitos da inscrição no Curso Abril de Jornalismo.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

"Ninguém liga pra mim"

É fato: na vida, seguimos nosso rumo com a maior rapidez possível, raramente lutando ou enfrentando a corrente, muito menos diminuindo a velocidade o suficiente para que nos apeguemos às situações e às pessoas que passam por nossa vida.

No alto da velocidade com que vivemos não tentamos nos agarrar a visões de mundo e opiniões, nós somente nos ligamos ligeiramente às coisas enquanto passamos pela vida, mas quando nos ligamos, é com inteligência, com interesse, e depois deixamos essas coisas irem embora, graciosamente, sem nos apegarmos.¹

As afirmações não são minhas. É o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, que possui mais de uma dezena de livros publicados, que é enfático: “ligações frouxas e compromissos revogáveis são os preceitos que orientam tudo aquilo em que [as pessoas] se engajam e a que se apegam.”

Mas o que pode parecer filosófico demais ou difícil pra alguns, pode ser traduzido de forma simples: a sociedade atual não quer compromissos, ligações intensas, não quer apego. Tudo o que interessa para as pessoas da pós-modernidade (leia-se 'dos dias de hoje') é nada mais que o efêmero, o passageiro, o superficial.

A questão é polêmica, mas quero tornar a reflexão fácil. É como se nossos dias fossem como uma falsa amizade, daquele tipo que é movida e mantida pelo interesse: superficial, que se importa, na verdade, somente com o próprio bem-estar, e não com a satisfação do outro ou em dar atenção ao outro.

Tá achando isso aqui familiar?

Então, meu caro, minha querida, reflita se você tem mostrado ser mais um nadador a favor da corrente, ou se você realmente se importa com os laços de amizade, carinho e respeito que têm. Se é que construiu algum suficientemente sólido na vida...

O simples hábito de manter contato com quem está longe, de deixar um recado na internet, de dizer EU TE AMO, mesmo sendo membro dessa sociedade que não está interessada em ligações intensas, pode ser uma luz em meio a uma realidade tão tenebrosa, pouco acolhedora.

Afinal, dói não saber o que está acontecendo na vida das pessoas que amamos. É como se a realidade jogasse na nossa cara: “você não faz parte mais da vida dele, dela”. Pense nisso.




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1 - BAUMAN, Zygmund. Vida líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2007, p 11. No trecho, Bauman cita Barefoot Doctor, pseudônimo de um colaborador da Observer Magazine, de 30 de novembro de 2003, p. 95.



segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Quero escrever

Sabe quando você lê algo que explicita EXATAMENTE o que você pensa ou sente sobre determinado assunto? Pois é. Acho que eu não conseguiria ter definido melhor o que significa, pra mim, escrever. O Bernardo conseguiu:

"Quero escrever…

Pra uma boa história contar
Fazer pensar, sentir, chorar
Se me permitir, até te moldar
Com as simples ou profundas frases que eu jogar

Quero escrever

O mundo, o escondido o impensado
Aquilo que tem mais atordoado
E ainda assim, rejeitado
Valores quase todos apagados

Quero escrever

Por mais que esse não seja meu ofício
E que por sinal, muito difícil
Mesmo não sabendo o que mais posso rimar com “ício”
Que este seja meu novo vício

Quero escrever

No momento em que sentir aquele aperto,
Quem sabe em forma de alento
Ser eu, você e o momento
Eternizar meus sentimentos

Quero escrever

Vislumbres de um bom futuro
Quem sabe falar de um amor maduro
Daquele que destrói pontes e muros
Eu vou tentar, eu juro

Quero escrever

Ser voz, gritar
Meu peito abrir, te fazer pensar
Deixar de ser apenas mais um grão de um mar
Gravar palavras que perdurem mesmo depois que eu passar.
E que cheguem onde eu menos consigo imaginar
No seu coração, na sua alma, no seu ser

Quero escrever."

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*Texto publicado originalmente no ótimo blog do publicitário e fotógrafo Bernardo Coelho.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Rotina de escolher

Fazer escolhas não e fácil. Engraçado.
Não deveria ser assim, afinal, escolhemos centenas de coisas todos os dias. Na maioria das vezes, até de maneira inconsciente. E, por mais que escolhamos agora, dentro de pouco tempo precisaremos tomar outras decisões. A vida é uma rotina de escolher.

Escolher roupas, amigos, lugares, comidas. Optar pelo bom ou mal-humor, cabelo comprido ou curto, preso ou solto, cortar ou deixar como está. É escolher entre o suco ou o leite, o doce ou o salgado, o quente ou o frio, o ônibus ou à pé.

É escolher ficar, ou ir. Continuar, ou começar tudo de novo. A vida é uma rotina de escolher. Escolher caminhos.

Não só ruas ou calçadas, lado direito ou esquerdo da avenida. A vida é uma rotina de escolher, rotina porque dessa sina ninguém escapa. Até quem não quer viver pra não ter que escolher, acaba optando por definhar ou morrer.

Mas não é fácil escolher, como já disse. Não é fácil até quando todos acham que é.
Às vezes parece que o errado é você – que é você quem não sabe decidir. Mas nem sempre o óbvio é o mais fácil. Geralmente a escolha certa é a mais difícil de ser tomada. E isso não é conspiração, é uma questão de visão. Se pra mim essa não é a escolha ideal, talvez, pra você, ela seja a determinante, a certeira. Questão de individual.

Mas nem importa mais se já passei da fase de ter meus vestidos, sapatos e penteados escolhidos pela minha mãe. Se já não há mais tempo pra decidir entre fazer a tarefa da escola ou ver TV antes que os pais cheguem. Não me interessa se determinar Ursinhos Carinhosos ou Power Rangers como melhor desenho animado já não é mais minha prioridade de vida.

O fato é que a gente cresce, e já não há mais pra onde correr. De tudo isso, sobra a vontade de não ter quer decidir pra sempre.

Ao invés disso, queria poder escolher tudo, e não definir nada. Poder escolher e não me arrepender, decidir e voltar atrás, mudar de ideia e não prejudicar. Que bom seria se nossas escolhas fossem tão simples como optar sorrir, quando isso é tudo o que o coração deseja.