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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Quanto basta pra você?

Deus é fiel, mas e você, tem sido fiel a Deus? Ele não nos pede fidelidade pela metade. Isso não existe! Fidelidade exige o todo, o completo, o compromisso, a vontade, o coração.

Que relação é essa que muitas vezes temos com Deus que exige fidelidade por parte dEle, mas em troca oferecemos um "valeu ae, Senhor!"

Você acha mesmo que isso basta? Você acha que seu "muito obrigada, Senhor" é o suficiente pra agradecer um Deus que não só te deu a vida, como te mantém e ainda te dá vitórias?

Você acha que um "agradeço por tudo, Senhor" basta para agradecer a um Deus que deu seu ÚNICO filho para morrer por você, alguém limitado, pecador, fraco, dependente e ingrato? Nem minha vida toda de dedicação é o suficiente pra agradecer tudo de maravilhoso que meu Deus me dá. Mas ao menos vou tentar... Vou ser FIEL naquilo que Ele me pede, guardarei Seus mandamentos, me esforçarei para amar meu próximo, lutarei contra minha natureza de tratar rispidamente quem eu não gosto.

Vou ser FIEL naquilo que Ele me pede, não ignorarei Sua voz, cuidarei do meu corpo e da minha mente e, em todos os Seus sábados, me encontrarei com Ele. E farei tudo isso por imensa gratidão, como demonstração pública da minha tentativa de ser fiel ao Senhor da Vida.


domingo, 27 de novembro de 2011

É o fim

Ano passado era pra ser o ano da minha formatura, mas não foi. Por causa da transferência pra São Paulo fiquei um ano há mais na facul e os dias que antecediam a entrega do TCC pareciam a coisa mais remota da vida.

Parecia. Dentro de pouco tempo estarei na frente de colegas de profissão, já graduados ou não, professores e amigos apresentando o material mais “suado” que fiz até hoje na minha vida. Durante quase 5 meses, vivi, li e escrevi por essa monografia.
Foi uma experiência única, intensa, cansativa, compensadora, estimulante, enriquecedora.

Você pode até estar pensando aí que um TCC nem é tudo isso. Me desculpe, mas se você pensa assim, ou é pq o seu trabalho de conclusão de curso foi muito fácil de ser feito, ou você nem sequer sabe o que é passar por essa experiência.

Enfim... Só sei que ganhei. Ganhei muito. Amadureci profissionalmente, aprimorei minhas técnicas de escrita, ampliei meu entendimento acerca da comunicação, da história universal e da sociedade pós-moderna. Cresci.

E, por mais que a nota seja importante, não é ela a grande estrela desse momento.
Não é nela que penso e não é sobre ela que minhas expectativas crescem.

A estrela, agora, é o conhecimento.


--
P.S: No dia 06 de dezembro de 2011 recebi o comunicado de que minha nota no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) foi DEZ. Minha primeira reação foi agradecer a Deus por ter sido tão generoso comigo.


segunda-feira, 25 de abril de 2011

"Ninguém liga pra mim"

É fato: na vida, seguimos nosso rumo com a maior rapidez possível, raramente lutando ou enfrentando a corrente, muito menos diminuindo a velocidade o suficiente para que nos apeguemos às situações e às pessoas que passam por nossa vida.

No alto da velocidade com que vivemos não tentamos nos agarrar a visões de mundo e opiniões, nós somente nos ligamos ligeiramente às coisas enquanto passamos pela vida, mas quando nos ligamos, é com inteligência, com interesse, e depois deixamos essas coisas irem embora, graciosamente, sem nos apegarmos.¹

As afirmações não são minhas. É o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, que possui mais de uma dezena de livros publicados, que é enfático: “ligações frouxas e compromissos revogáveis são os preceitos que orientam tudo aquilo em que [as pessoas] se engajam e a que se apegam.”

Mas o que pode parecer filosófico demais ou difícil pra alguns, pode ser traduzido de forma simples: a sociedade atual não quer compromissos, ligações intensas, não quer apego. Tudo o que interessa para as pessoas da pós-modernidade (leia-se 'dos dias de hoje') é nada mais que o efêmero, o passageiro, o superficial.

A questão é polêmica, mas quero tornar a reflexão fácil. É como se nossos dias fossem como uma falsa amizade, daquele tipo que é movida e mantida pelo interesse: superficial, que se importa, na verdade, somente com o próprio bem-estar, e não com a satisfação do outro ou em dar atenção ao outro.

Tá achando isso aqui familiar?

Então, meu caro, minha querida, reflita se você tem mostrado ser mais um nadador a favor da corrente, ou se você realmente se importa com os laços de amizade, carinho e respeito que têm. Se é que construiu algum suficientemente sólido na vida...

O simples hábito de manter contato com quem está longe, de deixar um recado na internet, de dizer EU TE AMO, mesmo sendo membro dessa sociedade que não está interessada em ligações intensas, pode ser uma luz em meio a uma realidade tão tenebrosa, pouco acolhedora.

Afinal, dói não saber o que está acontecendo na vida das pessoas que amamos. É como se a realidade jogasse na nossa cara: “você não faz parte mais da vida dele, dela”. Pense nisso.




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1 - BAUMAN, Zygmund. Vida líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2007, p 11. No trecho, Bauman cita Barefoot Doctor, pseudônimo de um colaborador da Observer Magazine, de 30 de novembro de 2003, p. 95.



terça-feira, 19 de abril de 2011

Mãe é tudo isso

Visitas ao médico, bolos, sobremesas, material escolar, roupas, calçados, cremes para o cabelo, perfumes, presentes, livros. Mãe dá tudo isso pra gente. Mãe dá computador, dá remédio, horas no salão de beleza, casa, comida, roupa lavada, cama quentinha, cobertor. Dá vestido no calor, casaco forrado quando tá frio. Dá tênis pra fazer esporte, roupa pra brincar na piscina, relógio pra não perder a hora, celular pra sermos encontrados, agenda pra nos programarmos, cadernos pra não deixarmos de estudar.

Mãe dá carinho, dá atenção, ouve o choro, ouve risada, ouve reclamação, ouve atrevimento, engole sapo, leva desaforo pra casa. Mãe dá o ombro, conversa por horas no telefone, dá conselho, puxa a orelha, conta piada, alerta contra o perigo, ajuda quando tudo tá difícil. Mas mãe é mais que isso. Mãe acorda a gente pra ir pra escola, abre a cortina do quarto sem demora, faz cosquinha em filha manhosa, sempre por nós ora. Mãe pede a Deus que tenhamos saúde, lembra sempre de suplicar a Deus que nos cuide.

Mãe é como um anjo sem asas e que, portanto, não pode voar. Mesmo assim, nunca esquece da gente e nunca deixa de nos guardar. Guardar nem que seja em fotos, lembranças, momentos de emoção, pedaços de papel. Mãe sempre guarda a gente no coração.

Mãe, eu não sou mais aquela menina que escrevia poemas em um caderno cor-de-rosa e, toda animada, lia em voz alta pra ver em você um sinal de aprovação. Eu cresci, e isso dói. Dói porque sei que não voltarei pra casa.

Dói saber que a distância agora é nossa realidade, nossa companhia, é constante em nossa vida. Dói perceber que o tempo contigo passou rápido demais. Já são anos longe de casa, longe da convivência diária, longe dos seus conselhos pra tudo. Limitar ter você apenas por telefone dói, mas é quase irreversível. Afinal, não dá pra ter 12 anos pra sempre.

Hoje sou como um reflexo de você. Daquilo que você me ensinou, das lições que me mostrou, do mundo que me apresentou, do jeito que me educou, dos gostos que em mim formou, dos hábitos que em mim cultivou. Ao longo dessa estrada muitas das coisas que você me deu fui abandonando. Ou por teimosia, rebeldia ou porque achei que eu não me adaptaria. Mesmo assim, ainda vejo e sempre verei em você a garra que quero ter, o profissionalismo que busco mostrar, a humildade que preciso conquistar, a bondade que desejo desenvolver.

Obrigada pelos sacrifícios, pelas negações, por muitas vezes se anular, pela paciência – até mesmo quando ela acabou -, por ser forte, por acreditar em mim, por confiar, mesmo eu não merecendo. Mãe é tudo isso. Obrigada por ser completa.

Feliz aniversário,
Eu te amo!


São três letras apenas as desse nome bendito
Também o céu tem três letras
e nelas cabe o infinito.
Para louvar nossa mãe,
Todo o bem que se disser
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer.
Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do céu
E apenas menor que Deus.


Mário Quintana





segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Quero escrever

Sabe quando você lê algo que explicita EXATAMENTE o que você pensa ou sente sobre determinado assunto? Pois é. Acho que eu não conseguiria ter definido melhor o que significa, pra mim, escrever. O Bernardo conseguiu:

"Quero escrever…

Pra uma boa história contar
Fazer pensar, sentir, chorar
Se me permitir, até te moldar
Com as simples ou profundas frases que eu jogar

Quero escrever

O mundo, o escondido o impensado
Aquilo que tem mais atordoado
E ainda assim, rejeitado
Valores quase todos apagados

Quero escrever

Por mais que esse não seja meu ofício
E que por sinal, muito difícil
Mesmo não sabendo o que mais posso rimar com “ício”
Que este seja meu novo vício

Quero escrever

No momento em que sentir aquele aperto,
Quem sabe em forma de alento
Ser eu, você e o momento
Eternizar meus sentimentos

Quero escrever

Vislumbres de um bom futuro
Quem sabe falar de um amor maduro
Daquele que destrói pontes e muros
Eu vou tentar, eu juro

Quero escrever

Ser voz, gritar
Meu peito abrir, te fazer pensar
Deixar de ser apenas mais um grão de um mar
Gravar palavras que perdurem mesmo depois que eu passar.
E que cheguem onde eu menos consigo imaginar
No seu coração, na sua alma, no seu ser

Quero escrever."

--
*Texto publicado originalmente no ótimo blog do publicitário e fotógrafo Bernardo Coelho.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Vá até o fim

Um dia desses quando eu estava na minha cama, vivendo aquele momento que antecede o “dormindo profundamente”, comecei a pensar no quanto sou fraca. Falo de fraqueza no sentido de desistir facilmente, de não persistir na busca pela realização dos desafios que estabeleço para mim. Decidi, então, escrever sobre isso. E, no dia seguinte, fui procurar saber a diferença exata entre persistência e perseverança.

Abri o dicionário e lá estava escrito:
Persistência: perseverança, constância, teimosia.
Perseverança: persistência, constância, firmeza.

Preciso te dizer que, a partir desse dia, não tratei persistência e perseverança como palavras sinônimas. Tudo por culpa da teimosia, essa palavrinha que aparece na explicação do que é persistência.

Eu fui muito levada quando criança. E era teimosa. Se você tem filhos deve saber o que estou falando. Criança teimosa é quase que nem um jumento empacado - que nem falam no nordeste - não sai do lugar. Não muda de ideia. Minha mãe diz que “puxei” essa característica do meu pai, o maior cabeça-dura lá de casa. O fato é que a teimosia, um tipo de insistência muitas vezes irritante, me fez ver que persistência e perseverança não são a mesma coisa.

Fico, então, com a perseverança, que parece ser um misto de persistência e esperança, e que defino aqui como uma qualidade rara e distorcida hoje em dia. Explicarei.

É rara porque costumamos desistir com incrível facilidade. Imagine que você passou a semana inteira sonhando em tomar um milk-shake. Aí, finalmente, o sábado chega se mostrando um dia extraordinariamente lindo. Você recebeu o salário na sexta-feira, está de bom humor e os vizinhos chatos que sempre fazem visitas inoportunas viajaram. Parece que tudo conspira em favor do suculento milk-shake.

Já está decidido. Depois de passar o dia curtindo sua casa, às 19 horas você será o primeiro na fila do milk-shake da lanchonete da esquina de cima da sua casa. Vai pedir um sabor chocolate. Assim, você mata duas vontades de uma só vez: a de tomar um milk-shake bem gelado e a de sentir o gosto, quase esquecido, de chocolate. O trabalho anda exigindo tanto de você que nem aquelas escapadas estratégicas em horário de expediente pra comer uns pedacinhos de Suflair são possíveis mais.

São 18 horas. Você decide tomar um banho antes de ir à lanchonete para dar alegria ao seu estômago. Passa pela janela e dá uma conferida no movimento do lado de fora. Mas, para sua surpresa, está chovendo!

Ah, não! Chuva? Agora? Ah... Mas às vezes é só uma garoazinha fina... Então, olha de novo pela
vidraça. A chuva aumenta! E o vento assobia pra você que também está frio. Pronto. Adeus ao milk-shake, à lanchonete e ao estômago feliz.

Você desiste de sair de casa por causa da chuva. Afinal, é noite de sábado e você não quer se molhar depois de dar uns passos apressados, embaixo de um guarda-chuva, até a lanchonete. Então a decisão é essa mesmo: “não vou mais. Desisto”. Sábado que vem você vai, né? Dá pra esperar mais uma semana.

Será?

Se você desiste de um mísero milk-shake por causa de uma chuvinha, será que não anda desistindo de coisas bem mais importantes também?

Enfim, como eu disse, além de rara a perseverança está distorcida também. Muitas vezes insistimos em algo por motivos pequenos. Perseveramos por um milk-shake de chocolate sim, mas não pelo sonho de se graduar naquele curso que realmente gostaríamos. Ou, talvez, você tenha deixado de lado aquele plano de começar a fazer exercício físico. Até porque o projeto foi feito nas vésperas do réveillon de 2010 para ser praticado assim que o novo ano começasse. E, agora, já se passaram quatro meses. Acho que nem adianta mais.

Na verdade, eu não sei qual o sonho que você acalentava no coração e, por não perseverar o suficiente, não realizou. Não sei se era grande a ponto de poder interferir no percurso da sua vida, ou pequeno, como o simples desejo de tomar milk-shake no sábado passado.

A boa notícia, porém, é que se você está lendo esse texto, é porque a vida não acabou pra você. E, se não acabou, ainda dá tempo de fazer acontecer aqueles planos.

Eu também já planejei muito e não coloquei em prática também, mas esqueço que ainda posso tornar realidade meus sonhos. Não posso dar espaço para minha fraqueza, aquela tendência infeliz de desistir daquilo que eu quero. Até porque o mundo parece ser não muito simpático com pessoas fracas.

É óbvio que não é fácil ser perseverante. Se fosse fácil eu não tinha dado tantos cabelos brancos à minha mãe. A perseverança dela em me educar custou anos de paciência. Na verdade, é aqui onde quero chegar. A paciência é a chave de tudo isso, é o segredo da perseverança. É como escalar uma montanha, não é possível chegar ao cume dando um passo só. Para subir um morro é preciso, também, paciência.

A paciência dá força à perseverança. Eu, pelo menos, não conheço pessoas que são perseverantes e impacientes. Já pessoas pacientes que perseveram, são encontrados com demasiada facilidade.
Para finalizar, quero dar uma perola de presente para você, uma pequena porção de conhecimento: uma citação de um escritor irlandês que viveu quase 100 anos.

“As pessoas estão sempre culpando as circunstâncias pelo que elas são. Não acredito em circunstâncias. Vence neste mundo quem sai à procura das circunstâncias de que precisa e, quando não as encontra, as cria.” George Bernard Shaw

Não sei por que Bernard Shaw escreveu essa frase, mas sei que ele estava realmente inspirado quando a criou. Pense nessas palavras. Não se passe por vítima porque a vida não realizou seus sonhos. Ela não pode fazer por você aquilo que VOCÊ deve fazer por si mesmo.