Quando preciso aceitar o momento no qual estou vivendo, aceitar sentimentos que existem dentro de mim ou organizar idéias na minha mente, escrevo. E hoje não é diferente, escrevo acerca do que era pra ser, mas não foi. É um desabafo, um sopro angustiado. Esse texto é uma tentativa de explicação pra mim mesma. Esse post é um ponto final no meio de um texto imenso chamado vida. segunda-feira, 14 de maio de 2012
Quando meu sonho virou pesadelo
Quando preciso aceitar o momento no qual estou vivendo, aceitar sentimentos que existem dentro de mim ou organizar idéias na minha mente, escrevo. E hoje não é diferente, escrevo acerca do que era pra ser, mas não foi. É um desabafo, um sopro angustiado. Esse texto é uma tentativa de explicação pra mim mesma. Esse post é um ponto final no meio de um texto imenso chamado vida. terça-feira, 19 de abril de 2011
Mãe é tudo isso
Visitas ao médico, bolos, sobremesas, material escolar, roupas, calçados, cremes para o cabelo, perfumes, presentes, livros. Mãe dá tudo isso pra gente. Mãe dá computador, dá remédio, horas no salão de beleza, casa, comida, roupa lavada, cama quentinha, cobertor. Dá vestido no calor, casaco forrado quando tá frio. Dá tênis pra fazer esporte, roupa pra brincar na piscina, relógio pra não perder a hora, celular pra sermos encontrados, agenda pra nos programarmos, cadernos pra não deixarmos de estudar.Mãe dá carinho, dá atenção, ouve o choro, ouve risada, ouve reclamação, ouve atrevimento, engole sapo, leva desaforo pra casa. Mãe dá o ombro, conversa por horas no telefone, dá conselho, puxa a orelha, conta piada, alerta contra o perigo, ajuda quando tudo tá difícil. Mas mãe é mais que isso. Mãe acorda a gente pra ir pra escola, abre a cortina do quarto sem demora, faz cosquinha em filha manhosa, sempre por nós ora. Mãe pede a Deus que tenhamos saúde, lembra sempre de suplicar a Deus que nos cuide.
Mãe é como um anjo sem asas e que, portanto, não pode voar. Mesmo assim, nunca esquece da gente e nunca deixa de nos guardar. Guardar nem que seja em fotos, lembranças, momentos de emoção, pedaços de papel. Mãe sempre guarda a gente no coração.
Mãe, eu não sou mais aquela menina que escrevia poemas em um caderno cor-de-rosa e, toda animada, lia em voz alta pra ver em você um sinal de aprovação. Eu cresci, e isso dói. Dói porque sei que não voltarei pra casa.
Dói saber que a distância agora é nossa realidade, nossa companhia, é constante em nossa vida. Dói perceber que o tempo contigo passou rápido demais. Já são anos longe de casa, longe da convivência diária, longe dos seus conselhos pra tudo. Limitar ter você apenas por telefone dói, mas é quase irreversível. Afinal, não dá pra ter 12 anos pra sempre.
Hoje sou como um reflexo de você. Daquilo que você me ensinou, das lições que me mostrou, do mundo que me apresentou, do jeito que me educou, dos gostos que em mim formou, dos hábitos que em mim cultivou. Ao longo dessa estrada muitas das coisas que você me deu fui abandonando. Ou por teimosia, rebeldia ou porque achei que eu não me adaptaria. Mesmo assim, ainda vejo e sempre verei em você a garra que quero ter, o profissionalismo que busco mostrar, a humildade que preciso conquistar, a bondade que desejo desenvolver.
Obrigada pelos sacrifícios, pelas negações, por muitas vezes se anular, pela paciência – até mesmo quando ela acabou -, por ser forte, por acreditar em mim, por confiar, mesmo eu não merecendo. Mãe é tudo isso. Obrigada por ser completa.
Feliz aniversário,
Eu te amo!
São três letras apenas as desse nome bendito
Também o céu tem três letras
e nelas cabe o infinito.
Para louvar nossa mãe,
Todo o bem que se disser
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer.
Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do céu
E apenas menor que Deus.
Mário Quintana
sábado, 9 de outubro de 2010
Crescer e aparecer
Mil e cem quilômetros me separam de casa, 13 horas de viagem, mais que a metade de um dia todo. Nem sempre foi assim... Há quatro anos eram apenas cerca de 130. Mas hoje, bem longe de casa, tenho aprendido que a vida não espera você se tornar adulto pra te ensinar a agir como um.
É que quando se está longe numa situação como a minha, teoricamente não há ninguém por você por perto. Literalmente. Não é que você não tenha amigos ou esteja isolado da sociedade. É que agora quem faz sua vida é você. É você quem terá que cuidar de crescer, para aparecer.
Quando moramos com os pais, a mãe prepara o café todos os dias, faz o almoço e pergunta o que você quer comer na janta. O pai, por sua vez, te dá uns troquinhos de vez em quando, depois de você muito insistir que precisa de, pelo menos, 5 reais pra poder tomar sorvete com os amigos.
Óbvio que essa esta seja uma situação hipotética em sua história de vida. Talvez você nunca tenha tido a felicidade de ter que esperar a semana que vêm chegar pra poder usar aquela blusa branca que tanto gosta. Afinal, sua mãe lavou ontem todas as roupas claras que estavam sujas e só na próxima semana lavará peças com esse tom novamente.
O mais incrível(?) é que quando a adolescência chega e, mais tarde, quando a vida universitária se torna realidade pra gente, a coisa com que a maioria de nós passa a sonhar é sair de casa! É morar sozinho, ter um cantinho só pra gente, ser INDEPENDENTE.
Mas, ah... Mal sabemos nós o que nos espera! Se todo jovem sonhador soubesse como dói ficar longe daqueles que amamos. E não me refiro a paixonites, não. Essas coisas, pequenas, passam. Falo de amor de verdade, amor de pai e mãe, de saudade da sua terra, dos amigos, daqueles que sempre estiveram com você, que te viram crescer, te ajudaram quando você mais precisou.
Estar longe dessas pessoas, que te amam independentemente do seu sucesso ou fracasso, do seu entusiasmo ou fraqueza, que te amam independentemente da distância; é muito mais difícil do que ter que passar toda uma adolescência morando com os pais.
Ah, se eu pudesse... Se eu pudesse encucar a realidade na mente (já sendo redundante), muitas vezes oca, desses seres que insistem em sair de casa cedo demais! Imputar nessas cabecinhas que essa vida não é tão simples assim...
Tá. Devo deixar claro que aqui que não sou contra a independência financeira ou que não se deve sair de casa nunca, nem depois de adulto. Não é isso. Até porque minha própria atual situação estaria indo contra essas ideias... Só acho que a vida é curta demais pra querermos nos livrar tão cedo das pessoas que mais amamos. Ou que pelo menos deveríamos amar...
Mas se seus sonhos pro futuro incluem sucesso profissional, saiba que será necessário se desafiar e sair da barra da saia da mãe. E, portanto, você provavelmente terá a crise pela qual passo agora. Tem gente que diz que é a crise dos 25, que é quando você se vê formado tendo que decidir se casa ou se muda de cidade por causa de uma proposta de emprego. Devo ser precoce, a crise bateu na minha porta aos 21. Não que eu esteja pra casar, mas diria que os desafios que estão à minha frente são um pouco mais assustadores. Minha opinião, né?