Sabemos que é muito arriscado julgar as pessoas pela aparência. Desde cedo nos ensinam que não podemos concluir que alguém tem ou não dinheiro pela cor de sua pele ou pelas roupas que veste. No entanto, todo alerta nesse sentido parece inútil e teimamos em concluir antes de conhecer, “julgamos livros pela capa”.
Comigo não é diferente. Também julgo e, igualmente, sou condenada precipitadamente. E, no que diz respeito à minha aparência, isso é uma constante na minha vida: sempre sou julgada pela minha imagem. Fazer o quê?
Toda vida fui gordinha. Sempre. É algo que, de acordo com minha endocrinologista, é explicado pela genética, etc, etc... Enfim, sou gordinha desde que tenho seis, sete anos de idade. Meu peso só aumentou com o passar dos anos, principalmente devido a hábitos desequilibrados que desenvolvi. Mas, quando a adolescência chegou, percebi que era preciso mudar e adquirir costumes sadios.
As decisões vieram muito lentamente, sendo que a maior parte dos novos hábitos surgiu mais recentemente. Demoraram, mas vieram. Hoje posso dizer, com certo orgulho, que deixei de tomar qualquer tipo de refrigerante e comer qualquer tipo de fast food há 10 meses, me tornei vegetariana, diminuí drasticamente a ingestão de frituras e gorduras, além de reduzir para menos de duas vezes semanais a ingestão de doces industrializados (como sobremesas e chocolates).
No entanto, pra você, talvez eu só seja uma gordinha faminta, uma gordinha que, caso você ofereça um doce, não resista, não consiga recusar. Entretanto, não posso deixar de te dizer: cuidado com o julgamento. A voz popular pode ser muito sábia - as aparências enganam.
P.S: A foto acima foi tirada em 2009, quando eu ainda comida carne e saboreava um X-Campo Grande. Não é coincidência o sanduíche ter o mesmo nome da minha cidade natal. hahaha
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terça-feira, 6 de novembro de 2012
O que você pensa quando vê uma pessoa gordinha?
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segunda-feira, 14 de maio de 2012
Quando meu sonho virou pesadelo
Quando preciso aceitar o momento no qual estou vivendo, aceitar sentimentos que existem dentro de mim ou organizar idéias na minha mente, escrevo. E hoje não é diferente, escrevo acerca do que era pra ser, mas não foi. É um desabafo, um sopro angustiado. Esse texto é uma tentativa de explicação pra mim mesma. Esse post é um ponto final no meio de um texto imenso chamado vida. Sou sortuda. Pude realizar sonhos durante a faculdade. Isso porque coloquei na minha cabeça que ao longo do curso eu conheceria todas as áreas e mídias da Comunicação de maneira prática para que, ao final de tudo, meu currículo não me impedisse de atuar em nenhum campo. Sendo assim, passei - como estagiária - por jornal impresso, mídia online, revista, TV, rádio e área acadêmica, desenvolvendo, também, o gosto por trabalhos de caráter científico.
Durante a faculdade também fui homenageada com dois prêmios de destaque acadêmico oferecidos pelo curso de Comunicação do Unasp (Centro Universitário Adventista de São Paulo, onde me formei em Jornalismo) e agraciada com a oportunidade de ser a primeira aluna do Unasp a ser aprovada – entre mais de 300 candidatos – no processo seletivo de estágio da EPTV Campinas, uma das mais importantes afiliadas da TV Globo do país.
Diante de tantas oportunidades de crescimento profissional (entre outras que se eu for contar aqui o texto fica quilométrico), as expectativas em relação ao final do curso eram as melhores: desemprego era palavrinha fora do dicionário. Alguns professores, amigos pessoais e colegas de curso também acreditavam que a experiência adquirida ao longo do curso me colocaria no mercado de trabalho em pouquíssimo tempo. E eu? Bom, eu tinha certeza de que era tudo questão de semanas. Petulância, autoconfiança ou muita fé? Não sei. Chame do que quiser. Mas jamais pensei que ficaria meses a fio sem emprego. Foi um banho de água fria.
Desde que terminei a faculdade vivi MUITOS dias difíceis. A espera por respostas, a procura por emprego, a ansiedade... Tenho certeza que esse lado da história você não conhece, assim como o que tem me feito chorar, o que às vezes rouba minhas convicções ou o que alimenta minhas esperanças, isso você - que frequenta meu Facebook ou meu blog – também certamente não sabe.
Claro que muito de mim deixo exposto nas redes sociais, mas minhas lutas, minhas reais lutas, pouquíssimos sabem... Porque, querido, aprenda: tem gente que sorri, posta fotos, exibe festas e escreve alegria, mas vive confusão, angústia e tristeza. Só a gente sabe o sentimento que nos constrói ou nos destrói. Internet é vitrine, mas o vidro entre nós e os manequins pode estar embaçado.
Mas hoje decidi falar acerca do que pode parecer um silêncio de Deus. Afinal, sempre fui cristã e fiel e Ele, sempre acreditei que Deus recompensaria todo meu esforço, dedicação e emprenho profissional. Dessa forma, jamais duvidei que Ele me daria um emprego como que para fechar com chave de ouro um ciclo de cinco anos de luta, suor e investimento. Quando vi que nada disso estava acontecendo, comecei a questionar porque Ele não respondia minhas orações, porque Ele não me mostrava o que fazer, porque as possibilidades profissionais que até então eram tão reais, num sopro, sumiram. “Então me esforcei para entender essas coisas, mas isso era difícil demais para mim... O meu coração estava cheio de amargura, e eu fiquei revoltado” (Salmos 73: 16, 21).
Mas o fato é que Deus não é culpado pelo meu desemprego ou pelas promessas que me fizeram, mas que não se cumpriram. Na verdade, foi graças a esse Deus que hoje posso dizer que sou uma boa profissional. Foi Ele quem abriu portas e me deu as oportunidades que citei acima. E se hoje não estou no mercado do trabalho - como boa parte dos meus professores, colegas e familiares acharam que eu estaria - é porque Ele, sim, não quis, mas é também porque Ele tem outros planos pra mim. E creio tão fielmente que Deus tem outros planos pra mim que faço questão de deixar essas palavras registradas aqui porque sei que, em breve, contarei boas notícias pra vocês. Não sei quais serão essas notícias, mas serão as melhores.
Aproveitei o silêncio de Deus para ouvi-lo. Às vezes, há tanto barulho à nossa volta que não conseguimos ouvir a voz de Deus, e depois O culpamos de nunca falar conosco... Concentrei-me em buscá-lo, em me render aos Seus pés, em pedir a Ele que me faça alguém menos egoísta, mesquinha e impaciente. Ele tem me ajudado a enxergar defeitos meus que antes não tinha tempo pra enxergar porque estava ocupada demais com minhas ambições... E percebi que tenho um porto-seguro, um Deus que não vai me frustar, “pois Deus só abre as portas de onde Ele está.”
Oro para que você confie também. De coração.
--
“Ainda que minha e o meu corpo enfraqueçam, Deus é a minha força, Ele é tudo o que sempre preciso. Ele me guia com Seus conselhos e, no fim, me receberá com honras”. (Salmo 73)
terça-feira, 3 de abril de 2012
Shakespeare está enganado
Uma das obras mais populares de William Shakespeare é o poema “Um dia você aprende”, que fala sobre algumas das experiências que vivemos na vida, principalmente as de cunho negativo. A obra até virou vídeo no YouTube e o texto está disponível aos montes em blogs de poesia. Eu gosto do texto, mas Shakespeare... Meu gênio... Preciso discordar de uma parte:"Um dia você aprende que não temos que mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam."
É, sou petulante mesmo e ouso discordar do grande dramaturgo. Shakespeare está enganado. Às vezes é necessário mudar os amigos, sim, porque amigos são humanos e humanos podem mudar pra pior. Então, pensando nisso, te pergunto: como continuar amando quem não tem nada mais a ver com você? Como continuar admirando quem passa a acreditar em ideais contrários aos seus, princípios tão distantes da sua realidade quanto os polos da Terra?
Claro que as diferenças entre nós e nossos amigos são capazes de nos fazer crescer, expandir a mente e refletir acerca de assuntos que, por conta própria, não pensaríamos. É aquela velha teoria (totalmente coerente) de que o mundo seria insuportavelmente chato se todos fossem iguais.
Mas não é disso que estou falando. Quero dizer que existem diferenças que precisam funcionar mais como fator de união, do que de distinção, se é que você me entende. São as diferenças fundamentais da vida, aquelas que nos dão prazer de conversar com um amigo, que contraditoriamente nos proporciona afinidade, nos faz sentir parte de uma comunidade. Essas diferenças falam mais alto quando o assunto é amizade verdadeira e profunda. Mas se essas diferenças são grandes demais, se elas fazem de você alguém total e profundamente diferente de seu amigo, as coisas podem desandar.
E, quando passamos a enxergar um abismo de diferença entre nós e alguém, percebemos que o tempo passou e alguma coisa em você, ou no seu amigo, não acompanhou a mudança do mundo. E você se pergunta: como continuar amando quem em nada mais tem a ver comigo?
Bom... Se você tiver resposta pra essas indagações, me avise.
quinta-feira, 22 de março de 2012
Se é do bem, te faz crescer
Sempre fui carente, muito carente. Era do tipo que via as amigas namorando e sofria por estar sozinha. Quando estava a sós, desperdiçava muito tempo lamentando o fato de nunca dar certo com os homens. Constantemente, me sentia humilhada quando via que mais uma paixão não havia apresentado nenhum tipo de sucesso. Na verdade, eu só vivia de paixões platônicas, amores infundados, admiração por homens sem nexo. Se me encantava por homens incoerentes, meus sentimentos só podiam ser doentes.Um dia, no início do ano de 2010, sofri uma grande decepção. Com o coração detonado pelas emoções e sentimentos confusos, implorei aos céus como nunca, NUNCA tinha suplicado na vida:
- Deus, aumenta em mim meu amor-próprio, tira de mim essa característica destruidora que me cobra viver uma “história de amor” como as dos filmes. Tira de mim o que não me deixa ter paz.
Não sei você, mas acredito em milagre. Em milagre, inteligência emocional e maturidade. Hoje não me autodestruo mais. Eu, sim, me construo usando tudo de lindo e edificante que a vida me dá. Cresci, amadureci, nunca mais sofri por causa de amores impossíveis, improdutivos, sem virtudes. A carência não me destrói mais. Aprendi que sentimento algum é bom quando te diminui, te faz sofrer.
O que eu vivia não era amor, era ilusão. A ilusão de que contos de fada extrapolam as páginas dos livros. Mas amor mesmo, de verdade, te ergue, coloca em pé, te faz justo, te faz grande, grande em paciência, compreensão, bondade, aprovação. Isso ainda não vivi, mas também não tenho pressa, afinal, a excelência é uma questão de hábito e, hábito, questão de tempo.
sábado, 13 de junho de 2009
Quando lembro
Quando lembro minha infância, confesso que uma tristeza misturada a uma leve alegria invade meu coração... Vejo fotos e, quando menos espero, lágrimas enchem meus olhos. Desejo voltar no tempo. Não voltar pra ficar. Só voltar.
Quando paro e olho meus amigos, crescidos como eu, me sinto injustiçada pela vida. Porque o tempo passa tão depressa?
Lembro e me sinto velha. Antes de ontem eu estudava pra prova de recuperação de matemática. E ontem mesmo! Que coisa! Começava na faculdade. Injustiçada pela vida. Até alguns dias a gente corria pelo pátio da escola! Hoje você tem um bebê nos braços. Algo de errado acontece comigo?
Conversar por horas com os amigos ou não fazer nada na companhia deles. Rir das piadas mais idiotas ou simplesmente chorar por que um dos nossos partiu. Pra sempre ou pra longe...
Juntar moedas pra comprar doces na esquina, preparar um almoço pra turma toda. Tocar violão numa roda onde todos parecem se gostar, onde as diferenças são pontes para o crescimento e o amor. Era a vida passando diante de mim e eu nem percebi.
Eu continuo vendo a vida escapando das minhas mãos, não por eu estar inerte e não vive-la. Eu a vejo passando porque ela simplesmente é um ciclo, não para. E esse ciclo me consome. NOS consome. Afinal, o tempo não passa só pra mim. Sei até que pra mim passou pouco. Dizem que eu tenho muito, muito que viver ainda...
Mas a gente tenta sufocar esse ciclo. E, pra fazer isso, tenho certeza que a máquina mais vendida do mundo seria uma que nos permitisse voltar no tempo. Mas não qualquer “máquina do tempo”. Eu queria uma que me permitisse ver meu passado se desenvolver diante dos meus olhos. Redundante, mas é isso: eu queria me assistir. Me ver agir, me ver viver. Pela primeira vez eu estaria sendo passiva diante da vida. Você já conheceu alguém que não quisesse, mesmo que uma vez ou por segundos, caminhar em direção ao passado para reviver algo que lhe marcou?
Eu seria a primeira a comprar essa máquina.
Quando paro e olho meus amigos, crescidos como eu, me sinto injustiçada pela vida. Porque o tempo passa tão depressa?
Lembro e me sinto velha. Antes de ontem eu estudava pra prova de recuperação de matemática. E ontem mesmo! Que coisa! Começava na faculdade. Injustiçada pela vida. Até alguns dias a gente corria pelo pátio da escola! Hoje você tem um bebê nos braços. Algo de errado acontece comigo?
Conversar por horas com os amigos ou não fazer nada na companhia deles. Rir das piadas mais idiotas ou simplesmente chorar por que um dos nossos partiu. Pra sempre ou pra longe...
Juntar moedas pra comprar doces na esquina, preparar um almoço pra turma toda. Tocar violão numa roda onde todos parecem se gostar, onde as diferenças são pontes para o crescimento e o amor. Era a vida passando diante de mim e eu nem percebi.
Eu continuo vendo a vida escapando das minhas mãos, não por eu estar inerte e não vive-la. Eu a vejo passando porque ela simplesmente é um ciclo, não para. E esse ciclo me consome. NOS consome. Afinal, o tempo não passa só pra mim. Sei até que pra mim passou pouco. Dizem que eu tenho muito, muito que viver ainda...
Mas a gente tenta sufocar esse ciclo. E, pra fazer isso, tenho certeza que a máquina mais vendida do mundo seria uma que nos permitisse voltar no tempo. Mas não qualquer “máquina do tempo”. Eu queria uma que me permitisse ver meu passado se desenvolver diante dos meus olhos. Redundante, mas é isso: eu queria me assistir. Me ver agir, me ver viver. Pela primeira vez eu estaria sendo passiva diante da vida. Você já conheceu alguém que não quisesse, mesmo que uma vez ou por segundos, caminhar em direção ao passado para reviver algo que lhe marcou?
Eu seria a primeira a comprar essa máquina.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Lição de vida: a morte
É engraçado como não somos nada diante da magnitude da vida.
Engraçado não, é trágico.
É trágico saber que a "idéia" de superioridade e de total controle sobre a nossa existência é inerente a nós, principalmente quando somos jovens.
Raramente cogitamos a possibilidade de que algo pode dar errado em nossas vidas. Ou que aquela pessoa querida que ontem foi na sua casa, amanhã pode estar dentro de um caixão, sem vida.
Leo Buscaglia, escritor e professor da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, disse certa vez que "a morte nos ensina a transitoriedade de todas as coisas."
E esse é o sumo de tudo.
Mas, quando menos esperamos, isso acontece. Somos pegos de surpresa, arrebatados para um mundo de pensamentos que vagam, buscando "porquês" e forças - tudo ao mesmo tempo.
E isso também é trágico.
Mesmo se uma pessoa, desde a sua mais tenra idade, fosse educada ou preparada psicologicamente pra encarar a morte, ela jamais seria bem sucedida. A morte é estranha a nós.
Não nascemos pra morrer. E se nascemos, é pra vivermos! E não pra se preparar pra perder aquilo que um dia nos foi outorgado.
É trágico como não temos poder diante da magnitude da vida. É trágico como não somos nada. E o somos diante da maioria das coisas.
Mas mais trágico ainda é quando fazemos da morte um acontecimento comum, que pode fazer (e sempre faz) parte da história de todos aqueles que respiram. Mas não é assim.
A morte deve servir para seu antônimo: a vida.
Servir de alerta, de exemplo, de aviso, de lição. Lição de... VIDA!
Deixar a morte sacudir-nos sem dela nada tirarmos, é fazermos dela uma vigarista sem dá-la nossa vingança.
Diante da morte somos menores ainda.
Engraçado não, é trágico.
É trágico saber que a "idéia" de superioridade e de total controle sobre a nossa existência é inerente a nós, principalmente quando somos jovens.
Raramente cogitamos a possibilidade de que algo pode dar errado em nossas vidas. Ou que aquela pessoa querida que ontem foi na sua casa, amanhã pode estar dentro de um caixão, sem vida.
Leo Buscaglia, escritor e professor da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, disse certa vez que "a morte nos ensina a transitoriedade de todas as coisas."
E esse é o sumo de tudo.
Mas, quando menos esperamos, isso acontece. Somos pegos de surpresa, arrebatados para um mundo de pensamentos que vagam, buscando "porquês" e forças - tudo ao mesmo tempo.
E isso também é trágico.
Mesmo se uma pessoa, desde a sua mais tenra idade, fosse educada ou preparada psicologicamente pra encarar a morte, ela jamais seria bem sucedida. A morte é estranha a nós.
Não nascemos pra morrer. E se nascemos, é pra vivermos! E não pra se preparar pra perder aquilo que um dia nos foi outorgado.
É trágico como não temos poder diante da magnitude da vida. É trágico como não somos nada. E o somos diante da maioria das coisas.
Mas mais trágico ainda é quando fazemos da morte um acontecimento comum, que pode fazer (e sempre faz) parte da história de todos aqueles que respiram. Mas não é assim.
A morte deve servir para seu antônimo: a vida.
Servir de alerta, de exemplo, de aviso, de lição. Lição de... VIDA!
Deixar a morte sacudir-nos sem dela nada tirarmos, é fazermos dela uma vigarista sem dá-la nossa vingança.
Diante da morte somos menores ainda.
Mas a grande questão então é fazer da vida que recebemos de Deus, algo que marque a história de terceiros, que melhore o mundo e sirva de exemplo. Afinal, "o que você deixa para trás não é o que é gravado em monumentos de pedra, mas o que é tecido nas vidas de outros." (Péricles)
--
Esse texto foi feito em homenagem à João Pedro da Silva por ocasião de seu falecimento no dia 22 de setembro de 2008. João Pedro viveu 53 anos de dedicação às pessoas, amor ao próximo, exemplo de pai dedicado e amoroso. Homem de perseverança e de fé inabalável. Uma testemunha do amor de Deus até seu último suspiro. Meu tio. Um orgulho pra família.
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Esse texto foi feito em homenagem à João Pedro da Silva por ocasião de seu falecimento no dia 22 de setembro de 2008. João Pedro viveu 53 anos de dedicação às pessoas, amor ao próximo, exemplo de pai dedicado e amoroso. Homem de perseverança e de fé inabalável. Uma testemunha do amor de Deus até seu último suspiro. Meu tio. Um orgulho pra família.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
- Feliz pra sempre
Eu lembro das noites sem dormir, das lágrimas que custavam em parar de cair..
Aprendemos tanto juntos, aprendi tanto com você...
Tanto tempo passou, tanta coisa mudou, mas parece que tudo isso jamais vai acabar...
Já sonhei em te fazer feliz, em te mostrar como é lindo o mundo aqui fora, fazer você sonhar mais alto, enxergar além...
Gastei horas lembrando do seu jeito, amando seu sorriso, desejando seu abraço, recordando seu cheiro..
Não entendo como um sentimento tão bonito pode adoecer o coração. Porque não existem “felizes para sempre”?
Passei dias arquitetando te entender, agradar você, te fazer alguém melhor...
Existem milhões de músicas que falam o que você precisava ouvir de mim, existem milhões de palavras que eu ainda não te disse, existem um milhão de sorrisos que eu ainda não te dei...
Me assusta o fato de tentar achar as palavras que traduzam o turbilhão que é isso. Tão forte, tão bonito, tão sublime. Ainda não inventaram uma única palavra que sintetize tudo, ou já?
Mas na verdade, eu desisti de tudo isso. Desisti de te fazer feliz.
Talvez, “no fim eu amei por nós dois”, mesmo sentindo seu amor por mim, mesmo você me dando seu melhor...
Eu só queria te esquecer. Nem peço mais a Deus pra me dar de presente, você...
Na verdade, “peço tanto a Deus pra esquecer, mas só de pedir, lembro”.
Hoje o que trago no peito é um coração machucado, maltratado pelo tempo...
Um coração que quer muito a paz, mas que custa encontrá-la...
Ele ainda chama pelo seu nome, não consigo negar! Mas escolhi, primeiro, me amar.
Aprendemos tanto juntos, aprendi tanto com você...
Tanto tempo passou, tanta coisa mudou, mas parece que tudo isso jamais vai acabar...
Já sonhei em te fazer feliz, em te mostrar como é lindo o mundo aqui fora, fazer você sonhar mais alto, enxergar além...
Gastei horas lembrando do seu jeito, amando seu sorriso, desejando seu abraço, recordando seu cheiro..
Não entendo como um sentimento tão bonito pode adoecer o coração. Porque não existem “felizes para sempre”?
Passei dias arquitetando te entender, agradar você, te fazer alguém melhor...
Existem milhões de músicas que falam o que você precisava ouvir de mim, existem milhões de palavras que eu ainda não te disse, existem um milhão de sorrisos que eu ainda não te dei...
Me assusta o fato de tentar achar as palavras que traduzam o turbilhão que é isso. Tão forte, tão bonito, tão sublime. Ainda não inventaram uma única palavra que sintetize tudo, ou já?
Mas na verdade, eu desisti de tudo isso. Desisti de te fazer feliz.
Talvez, “no fim eu amei por nós dois”, mesmo sentindo seu amor por mim, mesmo você me dando seu melhor...
Eu só queria te esquecer. Nem peço mais a Deus pra me dar de presente, você...
Na verdade, “peço tanto a Deus pra esquecer, mas só de pedir, lembro”.
Hoje o que trago no peito é um coração machucado, maltratado pelo tempo...
Um coração que quer muito a paz, mas que custa encontrá-la...
Ele ainda chama pelo seu nome, não consigo negar! Mas escolhi, primeiro, me amar.
Um dia, perto ou longe, te verei feliz e completo.
Um dia, cedo ou tarde, tudo o que vivemos fará parte das mais belas lembranças de nossas vidas.
Um dia, no meio do meu caminho, vou encontrar alguém que me dê seu coração, e eu, darei o meu em troca, e construiremos uma linda história, melhor que as de “felizes para sempre.”
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
- O poder da saudade
Fiquei imaginando como essa frase, que parece ser tão simples, pode expressar de forma tão completa uma verdade: a verdade de que há pessoas que passam por nós, e que nos marcam pra sempre.
Durante nossa vida, conhecemos pessoas, convivemos com elas, criamos afinidades, e muitas se tornam nossas amigas de verdade. Sentimentos profundos que nos une, que nascem no coração. Admiração, respeito, carinho, o puro amor...
Aí, muitas dessas pessoas que entraram na nossa vida, simplesmente deixam de nos fazer companhia. Algumas pelas circunstâncias da vida; outras partem cedo demais...
No meio disso tudo e de uma vida tão conturbada, ficam registrados na memória bons momentos, risadas, viagens, conversas... Momentos de incerteza que resultaram na mais pura felicidade.
Porquê é que têm que ser assim? Porquê temos que crescer, deixarmos de ser inocentes, puros, felizes com as coisas mais simples?
Porquê é que quando olhamos fotos do passado, parece que não tínhamos do que reclamar da vida?
O pior é que, se há uma verdade, é a de que grande parte dos maus hábitos que adquirimos na vida, os contraímos justamente depois que "perdemos" nossa infância.
Talvez devessemos ser mais nostálgicos, mantendo fresco na memória tudo de bom que aprendemos em nossa meninice.
Dos que não estão mais entre nós, ficam as saudades e o agradecimento pela vida de luta, de sorrisos, de palavras de ânimo e de exemplo.
No meio disso tudo e de uma vida tão conturbada, ficam registrados na memória bons momentos, risadas, viagens, conversas... Momentos de incerteza que resultaram na mais pura felicidade.
Porquê é que têm que ser assim? Porquê temos que crescer, deixarmos de ser inocentes, puros, felizes com as coisas mais simples?
Porquê é que quando olhamos fotos do passado, parece que não tínhamos do que reclamar da vida?
O pior é que, se há uma verdade, é a de que grande parte dos maus hábitos que adquirimos na vida, os contraímos justamente depois que "perdemos" nossa infância.
Talvez devessemos ser mais nostálgicos, mantendo fresco na memória tudo de bom que aprendemos em nossa meninice.
Dos que não estão mais entre nós, ficam as saudades e o agradecimento pela vida de luta, de sorrisos, de palavras de ânimo e de exemplo.
Hoje eu enxergo que não preciso chorar de saudade, mesmo que ela doa e talvez jamais cicatrize.
“E quando o dia não passar de um retrato colorindo de saudade o meu quarto, só aí vou ter certeza de fato que eu fui feliz".
Fotografia/ Léo Jaime e Leoni - meu coração se aperta como se presentisse um estado de eterna saudade.
“E quando o dia não passar de um retrato colorindo de saudade o meu quarto, só aí vou ter certeza de fato que eu fui feliz".
Fotografia/ Léo Jaime e Leoni - meu coração se aperta como se presentisse um estado de eterna saudade.
(Foto: set/2006. Um dos melhores anos da minha vida. Na ocasião, comemoração de dois aniversários com os amigos reunidos)
Conversando com as paredes? Junte-se a nós e fale com gente!
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