Sabemos que é muito arriscado julgar as pessoas pela aparência. Desde cedo nos ensinam que não podemos concluir que alguém tem ou não dinheiro pela cor de sua pele ou pelas roupas que veste. No entanto, todo alerta nesse sentido parece inútil e teimamos em concluir antes de conhecer, “julgamos livros pela capa”.
Comigo não é diferente. Também julgo e, igualmente, sou condenada precipitadamente. E, no que diz respeito à minha aparência, isso é uma constante na minha vida: sempre sou julgada pela minha imagem. Fazer o quê?
Toda vida fui gordinha. Sempre. É algo que, de acordo com minha endocrinologista, é explicado pela genética, etc, etc... Enfim, sou gordinha desde que tenho seis, sete anos de idade. Meu peso só aumentou com o passar dos anos, principalmente devido a hábitos desequilibrados que desenvolvi. Mas, quando a adolescência chegou, percebi que era preciso mudar e adquirir costumes sadios.
As decisões vieram muito lentamente, sendo que a maior parte dos novos hábitos surgiu mais recentemente. Demoraram, mas vieram. Hoje posso dizer, com certo orgulho, que deixei de tomar qualquer tipo de refrigerante e comer qualquer tipo de fast food há 10 meses, me tornei vegetariana, diminuí drasticamente a ingestão de frituras e gorduras, além de reduzir para menos de duas vezes semanais a ingestão de doces industrializados (como sobremesas e chocolates).
No entanto, pra você, talvez eu só seja uma gordinha faminta, uma gordinha que, caso você ofereça um doce, não resista, não consiga recusar. Entretanto, não posso deixar de te dizer: cuidado com o julgamento. A voz popular pode ser muito sábia - as aparências enganam.
P.S: A foto acima foi tirada em 2009, quando eu ainda comida carne e saboreava um X-Campo Grande. Não é coincidência o sanduíche ter o mesmo nome da minha cidade natal. hahaha
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terça-feira, 6 de novembro de 2012
O que você pensa quando vê uma pessoa gordinha?
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segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Aceite meu muito obrigada
Eles não cabem no universo das palavras, apesar de nos ensinarem a importância delas. Não é possível somar o valor deles também, embora seja improvável compreender o mundo dos números sem a ajuda deles.
Como homenagear aqueles que nos ensinam mais que tabelas, macetes, regras linguísticas, organismos, pronomes ou fórmulas? Como descrever a importância daqueles que dão forma ao sonho de uma criança? Como agradecer alguém que nos acompanha do lápis de cor ao diploma superior?
Talvez, se ele fosse mais valorizado, vivesse menos estressado, tivesse mais tempo livre... Se ao menos não fosse ameaçado, tivesse respeito em sala, recebesse um salário menos sem graça. Por que o Brasil o maltrata?
Não vou poder responder essas questões... Meu texto ficará inconcluso, meio inacabado, incompleto. Quantas coisas eu poderia falar sobre você, que de tão importante muitas vezes recebe responsabilidades que só pai e mãe deveriam ter. Mas se de alguma coisa vale, professor, por favor, aceite meu sincero e eterno muito obrigada.
Como homenagear aqueles que nos ensinam mais que tabelas, macetes, regras linguísticas, organismos, pronomes ou fórmulas? Como descrever a importância daqueles que dão forma ao sonho de uma criança? Como agradecer alguém que nos acompanha do lápis de cor ao diploma superior?
Talvez, se ele fosse mais valorizado, vivesse menos estressado, tivesse mais tempo livre... Se ao menos não fosse ameaçado, tivesse respeito em sala, recebesse um salário menos sem graça. Por que o Brasil o maltrata?
Não vou poder responder essas questões... Meu texto ficará inconcluso, meio inacabado, incompleto. Quantas coisas eu poderia falar sobre você, que de tão importante muitas vezes recebe responsabilidades que só pai e mãe deveriam ter. Mas se de alguma coisa vale, professor, por favor, aceite meu sincero e eterno muito obrigada.
“O que, o que posso lhe dar em troca?
Se você quisesse a lua eu tentaria fazer um começo
Mas eu prefiro que você me deixe dar o meu coração
sábado, 29 de setembro de 2012
Morar sozinho é uma furada
Calma. Não arremesse pedras contra mim, vou explicar. Não sei você, mas meu sonho de adolescente era morar sozinha. Se eu conseguisse isso, me livraria dos pais e de suas regras, e ainda poderia viver a mais linda e feliz liberdade do mundo. Não era raro me imaginar morando sozinha em um apartamento bacana. Sonhava com um ambiente muito festivo, sempre cheio de amigos e sem tempo ruim. Parecia coisa de filme.
E não é que é coisa de filme mesmo?
Encontrar jovens que acham super legal morar sozinho não é raridade. Mas, vem cá... Você já parou pra pensar nos “efeitos colaterais” de tanta liberdade? Dê uma olhada nessa listinha do que acontece quando você mora sozinho:
Realidade 1: quando você chega em casa, o almoço não está pronto. Ou, pior! Não tem mamãe pra fazer a comida! Você precisa colocar a mão na massa e, depois de uma semana, já enjoou da sua especialidade culinária (que, geralmente, é miojo). Não vai demorar muito e notará que precisa variar o cardápio, a não ser que emagrecer seja uma necessidade na sua vida... Realidade 2: você chega em casa e decide tomar um banho refrescante. Sai enrolado na toalha em busca de roupa limpinha e: não! As roupas estão todas sujas! Cadê mamãe pra deixar tudo lavadinho e cheirosinho?
Realidade 3: o começo do mês está aí. Você abre a caixinha de correspondências e fica surpreso com a quantidade de cartinhas de amor que enviaram pra você. Opa, espera. Na verdade, a papelada é o banco, a loja de departamentos e as empresas de água e energia elétrica mandando um “oi” pra você recheado de números. Papai e mamãe não podem mais pagar suas contas. Você cresceu e precisa se bancar.
Pois é, meu caro, minha querida, a vida não é um mar de rosas. Ao morar sozinho, você poderá, sim, dormir na hora que quiser, matar aula sem levar “lição de moral” e até fazer festinhas em casa todos os dias. Sem os pais por perto a vida realmente parece menos exigente. Mas se você já não mora mais com eles sabe que agora é você por si e Deus por todos. Claro que sua família não vai te abandonar como se você fosse um estranho, mas tente lembrar que o tempo passa rápido e, um dia, a vida exige que a gente cresça.
Sendo assim, pelo menos por enquanto, não fique querendo pular fases no jogo da vida e ir logo pra fase adulta. Quando seus avós, pais ou tios dizem: “aproveita a vida porque ela é curta”, por favor, não duvide disso. Eles já viveram mais que você e sabem das coisas. Ok... Isso é clichê, eu sei, mas ouça com amor, tá? Promete?
terça-feira, 3 de abril de 2012
Shakespeare está enganado
Uma das obras mais populares de William Shakespeare é o poema “Um dia você aprende”, que fala sobre algumas das experiências que vivemos na vida, principalmente as de cunho negativo. A obra até virou vídeo no YouTube e o texto está disponível aos montes em blogs de poesia. Eu gosto do texto, mas Shakespeare... Meu gênio... Preciso discordar de uma parte:"Um dia você aprende que não temos que mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam."
É, sou petulante mesmo e ouso discordar do grande dramaturgo. Shakespeare está enganado. Às vezes é necessário mudar os amigos, sim, porque amigos são humanos e humanos podem mudar pra pior. Então, pensando nisso, te pergunto: como continuar amando quem não tem nada mais a ver com você? Como continuar admirando quem passa a acreditar em ideais contrários aos seus, princípios tão distantes da sua realidade quanto os polos da Terra?
Claro que as diferenças entre nós e nossos amigos são capazes de nos fazer crescer, expandir a mente e refletir acerca de assuntos que, por conta própria, não pensaríamos. É aquela velha teoria (totalmente coerente) de que o mundo seria insuportavelmente chato se todos fossem iguais.
Mas não é disso que estou falando. Quero dizer que existem diferenças que precisam funcionar mais como fator de união, do que de distinção, se é que você me entende. São as diferenças fundamentais da vida, aquelas que nos dão prazer de conversar com um amigo, que contraditoriamente nos proporciona afinidade, nos faz sentir parte de uma comunidade. Essas diferenças falam mais alto quando o assunto é amizade verdadeira e profunda. Mas se essas diferenças são grandes demais, se elas fazem de você alguém total e profundamente diferente de seu amigo, as coisas podem desandar.
E, quando passamos a enxergar um abismo de diferença entre nós e alguém, percebemos que o tempo passou e alguma coisa em você, ou no seu amigo, não acompanhou a mudança do mundo. E você se pergunta: como continuar amando quem em nada mais tem a ver comigo?
Bom... Se você tiver resposta pra essas indagações, me avise.
quinta-feira, 22 de março de 2012
Se é do bem, te faz crescer
Sempre fui carente, muito carente. Era do tipo que via as amigas namorando e sofria por estar sozinha. Quando estava a sós, desperdiçava muito tempo lamentando o fato de nunca dar certo com os homens. Constantemente, me sentia humilhada quando via que mais uma paixão não havia apresentado nenhum tipo de sucesso. Na verdade, eu só vivia de paixões platônicas, amores infundados, admiração por homens sem nexo. Se me encantava por homens incoerentes, meus sentimentos só podiam ser doentes.Um dia, no início do ano de 2010, sofri uma grande decepção. Com o coração detonado pelas emoções e sentimentos confusos, implorei aos céus como nunca, NUNCA tinha suplicado na vida:
- Deus, aumenta em mim meu amor-próprio, tira de mim essa característica destruidora que me cobra viver uma “história de amor” como as dos filmes. Tira de mim o que não me deixa ter paz.
Não sei você, mas acredito em milagre. Em milagre, inteligência emocional e maturidade. Hoje não me autodestruo mais. Eu, sim, me construo usando tudo de lindo e edificante que a vida me dá. Cresci, amadureci, nunca mais sofri por causa de amores impossíveis, improdutivos, sem virtudes. A carência não me destrói mais. Aprendi que sentimento algum é bom quando te diminui, te faz sofrer.
O que eu vivia não era amor, era ilusão. A ilusão de que contos de fada extrapolam as páginas dos livros. Mas amor mesmo, de verdade, te ergue, coloca em pé, te faz justo, te faz grande, grande em paciência, compreensão, bondade, aprovação. Isso ainda não vivi, mas também não tenho pressa, afinal, a excelência é uma questão de hábito e, hábito, questão de tempo.
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