quinta-feira, 11 de março de 2010

Carta àquele que não é si próprio

Hoje eu estava dando uma olhada em alguns arquivos do meu computador e encontrei o texto abaixo.
Na verdade, o escrevi em 2008, ano em que vivi uma fase bem complicada emocionalmente falando.

Resolvi escrever, num desabafo - tom que quase todos os meus textos possuem - uma crítica à passividade com que alguém que eu amei muito encarava a vida. E acho que ainda encara.

Enfim, apesar de ser uma "carta" dedicada à uma pessoa em especial, essas linhas podem valer para outras pessoas. Inclusive agora, ao de ler esse texto depois de quase 2 anos, percebi que tenho alimentado muitas das atitudes que critico no texto. Talvez seja a hora de reavaliar alguns dos hábitos da minha vida.


Carta àquele que não é si próprio


Você é uma mentira, uma farsa.
As coisas que você diz não são as que você faz.
As coisas que você demonstra gostar, você nem gosta tanto assim.

Já parou pra pensar nisso?

Esses ares de pessoa que aproveita a vida, essa ‘pinta’ de sociável não é você!
Eu sei que não!
Você parece tão simpático, tão doce, tão aprazível.
Tudo ludibriação, tudo conversa, tudo mentira!

Inclusive, se eu pudesse atribuir mais um sinônimo à palavra ‘mentira’, o sinônimo seria seu nome.
Eu sei que embaixo da máscara que cobre seu rosto existe alguém que quer atenção, quer amigos, quer ser amado e admirado. Mas também sei que até hoje não conseguiu nada disso de alguém. Ok, ok... Conseguiu. Mas não foi o suficiente, não foi pra vida toda. Nem pra boa parte dela.

Por isso, você é uma farsa.

Porque você não tenta se doar um pouco antes de querer ter suas necessidades satisfeitas?
Você vive num mundo que não é seu, com sonhos que não são seus, numa vida que não é sua. Vive uma vida que VOCÊ acha que os outros vão gostar, preocupando-se com o que elas acham, com o que elas vão pensar se você fizer assim ou assado.

E você é assim, mesmo jurando que não.

Teus valores estão enferrujados, seu amor está empedrado.
Empedrado nesse seu coração que pode ser de tudo, menos de carne.
Aí vem você falando que todos se aproximam de ti por interesse, te dando uma sensação de que todos querem te “passar a perna” e te derrubar.

Mas o mundo não quer te derrubar, querido! Ele todo nem te conhece pra querer isso. O que todos os serem humanos iriam querer com alguém que nem tem amor-próprio?

Não ache que as pessoas conspiram contra você. Ei! Ninguém quer roubar sua felicidade!
Pra ela acontecer, SÓ DEPENDE DE VOCÊ!
Descubra que o mundo, na verdade, não é composto só por seu umbigo. Ele é feito por cada um que está perto de você, por cada pessoa que pode te querer bem, por cada um que pode te ensinar algo e te fazer alguém melhor. A Terra é vastíssima, querido. É cheia de cores, de sensações, lições, de VIDA!

Viva a vida! Não se permita morrer aos 20 anos, 40, 70, 100. Não aceite a solidão, não aceite a mesmice, não tolere a enxurrada de idéias, conceitos e “achismos” alheios que só querem te fazer de fantoche.

Acorde!

Se é que você entende minha profundidade ao escrever-te esse texto...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Senso crítico

Há duas semanas o professor de Jornalismo Opinativo, Ruben Dargã Holdorf, pediu para que os alunos da minha turma fizessem uma atividade diferente que permitisse desenvolver nosso senso crítico.

O professor elaborou um texto como se fosse um aluno de Jornalismo de uma universidade secular que indaga a qualidade do ensino do Unasp - um centro universitário confessional ligado à Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Redigi minha resposta ao "estudante supercrítico" e gostei. E também vi que o texto dá um bom panorama sobre como funciona o curso de Jornalismo do Unasp. 
Por isso resolvi postar. Espero que gostem.
=]




Olá, querido estudante de jornalismo

Vou chamá-lo assim, de “estudante” apenas, já que você nem sequer assinou sua carta. Também sou adventista e, além disso, fiz o 1º e 2º ano de Jornalismo em uma universidade secular. Por isso, posso dizer com propriedade sobre as nítidas diferenças entre estudar em uma faculdade secular e em uma confessional. Mas não é isso que quero esclarecer. Você falou que não encontrou referência alguma sobre o Unasp no Guia do Estudante ou na Revista Imprensa. Mas você tentou os dados do ENADE, o exame que mede o rendimento dos alunos dos cursos de graduação “em relação aos conteúdos programáticos, suas habilidades e competências”? Segundo essa ferramenta do MEC, o curso de jornalismo do Unasp conquistou conceito 4 nas últimas duas provas, sendo 1 a “nota” mais baixa e 5 o melhor resultado possível. As avaliações são feitas a cada três anos. As últimas provas (realizadas em 2003 e 2006) tiveram seus resultados divulgados, respectivamente, em 2004 e 2007.


Você também mencionou o número deficitário de alunos matriculados no curso do Unasp. Prezado estudante, desde quando quantidade é sinônimo de qualidade? Se assim fosse, a superlotação nas penitenciárias brasileiras indicaria, automaticamente, qualidade no serviço carcerário. Mas, se você realmente “lê muito sobre tudo”, já sabe que essa não é uma realidade no nosso país. Minha turma, a única do 3º ano de Jornalismo, não tem mais que 15 alunos. A qualidade do material produzido pelos alunos e o rendimento dos professores ao aplicar seus conteúdos em sala são impecáveis. Temos atenção quase que exclusiva dos nossos mestres. Se minha sala contasse com 100 alunos, como suponho que a sua turma da universidade secular possui, muito provavelmente meus professores nem saberiam o meu nome.

Além disso, não interessa se nossa rádio aqui possui concessão ou não, se temos um jornal impresso com tiragem de 5 mil/mensais ou não, se o Canal da Imprensa parece morto ou não; o que importa pra nós são as oportunidades e o conhecimento aprofundado, prático e teórico, que recebemos aqui. Mesmo sem a infra-estrutura da sua "universidade secular" (como você mesmo denominou), conseguimos ir pras ruas praticar aquilo que nos foi ensinado em sala e alcançar conceito de ensino A no MEC. A Unasp FM oportuniza prática sim. Dezesseis alunos, de todos os anos do curso, se revezam para manter o veículo funcionando durante os três turnos do dia. O Canal da Imprensa, por sua vez, conta hoje com uma equipe de 10 alunos trabalhando todos os dias (muitos inclusive aos domingos e feriados), sem mencionar os repórteres/alunos voluntários e os professores que coordenam o trabalho.

Acho que lhe falta conhecimento. “Os únicos lugares recomendados aos formandos do Unasp para o trabalho são a Novo Tempo e a Casa Publicadora Brasileira”? Você fala sério? Que eu saiba, nós temos livre-arbítrio para aceitarmos, ou não, trabalhar no lugar X ou Y. Se eu gosto da ideia de trabalhar em órgãos da igreja, porque não? E mais. Se eu não quiser trabalhar em nenhum setor da “obra”, o curso de jornalismo do Unasp me capacita para TODO o mercado de trabalho - da igreja aos grandes veículos de comunicação como Folha de S. Paulo
, por exemplo. Porém, a garantia de sucesso não está na universidade, está no estudante, querido. É ele quem decide se vai vencer na vida ou não, dedicado colega. Cresci ouvindo minha mãe dizer que o aluno é resultado de uma soma de valores. Metade desses valores são construídos na escola e na faculdade, onde ele estuda e busca formação profissional. Os outros 50% correspondem ao fruto da educação que o indivíduo recebeu em casa. Ou seja, não me adianta receber o melhor ensino formal e ser uma pessoa de caráter duvidoso. Não somos seres com poder de se dividir em dois e ter um tipo de caráter pra cada corpo. O lugar aonde me formo ajuda a construir apenas 50% do todo que sou. Se me faltar o restante, de nada adianta. Então, cuidado com essa ideia de que “prefiro me garantir numa universidade de nome”. Nome, hoje em dia, não garante mais ninguém, meu caro. Um profissional formado na USP, Cásper ou PUC que não têm escrúpulos é inútil para o mercado.

E, pra finalizar, creio que, além de todas as informações equivocadas contidas no seu texto, falta-lhe conhecimento sobre o Deus da religião da qual você diz fazer parte. Se você cresse realmente nEle, saberia que Ele jamais abandona Seus filhos, portanto, estudando no Unasp ou na Conchinchina, posso ter sucesso garantido. Muitos que estudam aqui o devem fazer realmente como fuga ou comodismo, mas muitos outros, inclusive eu, vieram para cá, entre outros motivos, não por fuga, mas em busca de um relacionamento verdadeiro e profundo com Deus, coisa que você deveria procurar fazer.


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Coerência

“Palavras podem até me conquistar temporariamente, mas atitudes me ganham ou me perdem para sempre”


Hoje eu entendo qual é a maior qualidade que um homem pode ter.

Nada de maturidade, respeito, inteligência, sensibilidade... Alguns poderiam até enumerar sinceridade, dinheiro, beleza...

Mas não. A maior qualidade que um homem pode ter foge de características acessórias, aquelas que são apenas adereços.

Eu me refiro à característica de sermos coesos, ou seja, a maior qualidade que um homem pode ter é agir de pleno acordo com aquilo que ele diz ser e crer.

Explico.

Um homem que diz ser inteligente vai provar isso de fato, ou não, naturalmente, com o passar dos dias.

Um homem que se diz sensível, vai mostrar sua sensibilidade através de suas ações doces e educadas, ou não. É natural, é lógico.

Portanto, um homem que deixa claro que é um tremendo trapaceiro e vive uma vida de trapaça, está apenas sendo coerente, afinal, aquilo que ele disse que era foi comprovado! É simples.

Ainda não fui clara? Ok. Detalho ainda mais:

O que falta no mundo não são homens que dizem odiar a injustiça, são aqueles que provam odiá-la através de suas ações.

Não faltam homens que gritem aos quatro ventos: “não tolero mentiras!” Faltam homens que, através de sua vida, não praticam o que dizem ser intolerável.

As pessoas não carecem de homens que falem de amor. Nós precisamos de homens que pratiquem o amor, daqueles agem genuinamente em nome desse sentimento.

Talvez agora você se pergunte: é possível resumir tudo isso em apenas uma expressão? A resposta é uma só: sim! E a palavra que resume é HONESTIDADE - verbete que parece não existir na vida da maioria dos seres humanos.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Odeio

Gosto muito de me surpreender com a sensibilidade poética das pessoas.
É lógico que alguns tem esse dom mais aguçado do que outros. Outros nem tem o dom.
Apesar disso, é imprescindível saber apreciar e saborear belos textos.

Abaixo, segue um muito especial. Leve, simples e cheio de sensibilidade.



Odeio

quando não consigo falar com VOCÊ.

Odeio
quando seu MSN tá offline

Odeio
quando você não vai a aula e não posso te ver

Odeio
quando você sabe o que eu penso e mesmo assim finge não saber

Odeio
quando seus olhos penetram minha alma e derrubam as barreiras que me protegem de sofrer

Odeio
quando fico tentando trabalhar e começa aquela musica que me lembra você

Odeio
quando espero um abraço seu e você fala que vai embora vira as costas e me deixa a perecer

Odeio
quando você faz elogios a mim e eu não sei se você me admira mesmo como eu gostaria que fosse querer

Odeio
quando você fala da vida como sendo tão prática , sendo grande pra mim o desafio de te escrever

Odeio
quando sinto vontade de estar no seu colo e você nem percebe que quero atenção sem merecer

Odeio
estar longe e lembrar que você odeia quando eu falo odeio, sendo uma palavra forte pra você...
Mas que transmite em sua grandeza a dor que me causa por não estar ao seu lado e não poder ler.

Ler seus lábios que falam de paz,
Bondade e amor para um mundo sem prazer.
A falta que me faz, as gotas de lágrimas que me traz,
A ausência de paz, a luz mais que fugaz do brilho dos seus olhos.

Que amor intenso e multicores espargem no ar dando à sua presença o sabor da atmosfera do céu.

Desculpe, mas nem sei amiga o que vou fazer,
Já que a história se repete e de novo tenho que escolher.

Talvez esse seja o maior crime que tenha que cometer, mas é bem provável que eu escolha ficar, do que te perder.

Bruno Sales

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Como você

Sensibilidade e transparência são palavras que me resumem bem. Mas, como você, sou muito mais que duas palavras.Sou alguém que gosta de viver as coisas intensamente e a intensidade das coisas..Sou muito mais que um sorriso escancarado ou um rosto sério. Sou antagônica, sou complexa, sou humana. Como você.

Nós somos seres repletos da mais pura diversidade e complexidade que existe. Por ser assim, sou alguém que procura viver a vida de fato, e não assisti-la passando por mim...Queria muito ser mais humilde, ser mais misteriosa e menos efusiva. Mas não sou. Não visto personagens, não incorporo papéis, não interpreto meu jeito de ser. Sou franca, falo bastante e gosto de honestidade.

Afinal, se você não gostar de mim assim como sou, já vai logo dar um jeito de se afastar e eu não terei mais um peso pra carregar.

Posso dizer que aprendi muito com a vida. Ela me ensinou a não ter medo de ser eu mesma e, consequentemente, cativar pessoas por isso.

Mas tenho nuances. Gosto de ter meu espaço respeitado, um lado de mim é muito independente. Me tornei assim porque sempre me entreguei muito às pessoas. Amiga incondicional, companheira fiel e apaixonada.Mas constantemente saio decepcionada... A vida tem dessas coisas.

A diferença está no que eu faço com essas decepções: tirei lições de cada uma delas.E aprendi. Aprendi que jamais devo tratar todas as pessoas da mesma forma. Cada ser humano é único, merece tratamento exclusivo, sendo o tratamento bom ou não.

Aprendi também que as pessoas irão me decepcionar sempre, só perfeitos não magoam e não são magoados. Mas eu não sou perfeita nem conheço alguém que seja...Por isso, tento aprender com cada desilusão que sofro. E voltar mais forte ainda, como uma fênix, renascendo das próprias cinzas.Com o passar do tempo fui entendendo que, como Chaplin disse, a vida é muito para ser insignificante.

Além disso, percebi que é fundamental cuidar de mim e do meu coração primeiramente.

Tratar bem os outros é conseqüência disso. Não existe amor ao próximo sem amor-próprio... Parece que as pessoas muitas vezes se esquecem disso. Infelizmente.

Mas não sou de todo forte... Eu ainda acredito no amor e na vida. Não que isso seja fraqueza, mas sei também que isso significa não ser de todo dura e amargurada. Acredito que o amor pode vencer tudo, que sua versão plena existe e que a vida sem ele é impossível de subsistir... O amor a alguém ou a algo sempre vai impulsionar vidas.

E eu amo. Como amo... Sou uma apaixonada. Por pessoas, por filosofias, por crenças, por ações, por momentos, por lembranças, por planos, pela VIDA.

Sou um livro que jamais deixará de ser escrito... Não porque creio que a imortalidade exista no planeta Terra, mas porque sei que nem a morte apagará minha existência da vida dos que eu amo e que me amam.

sábado, 13 de junho de 2009

Quando lembro

Quando lembro minha infância, confesso que uma tristeza misturada a uma leve alegria invade meu coração... Vejo fotos e, quando menos espero, lágrimas enchem meus olhos. Desejo voltar no tempo. Não voltar pra ficar. Só voltar.

Quando paro e olho meus amigos, crescidos como eu, me sinto injustiçada pela vida. Porque o tempo passa tão depressa?

Lembro e me sinto velha. Antes de ontem eu estudava pra prova de recuperação de matemática. E ontem mesmo! Que coisa! Começava na faculdade. Injustiçada pela vida. Até alguns dias a gente corria pelo pátio da escola! Hoje você tem um bebê nos braços. Algo de errado acontece comigo?

Conversar por horas com os amigos ou não fazer nada na companhia deles. Rir das piadas mais idiotas ou simplesmente chorar por que um dos nossos partiu. Pra sempre ou pra longe...
Juntar moedas pra comprar doces na esquina, preparar um almoço pra turma toda. Tocar violão numa roda onde todos parecem se gostar, onde as diferenças são pontes para o crescimento e o amor. Era a vida passando diante de mim e eu nem percebi.

Eu continuo vendo a vida escapando das minhas mãos, não por eu estar inerte e não vive-la. Eu a vejo passando porque ela simplesmente é um ciclo, não para. E esse ciclo me consome. NOS consome. Afinal, o tempo não passa só pra mim. Sei até que pra mim passou pouco. Dizem que eu tenho muito, muito que viver ainda...

Mas a gente tenta sufocar esse ciclo. E, pra fazer isso, tenho certeza que a máquina mais vendida do mundo seria uma que nos permitisse voltar no tempo. Mas não qualquer “máquina do tempo”. Eu queria uma que me permitisse ver meu passado se desenvolver diante dos meus olhos. Redundante, mas é isso: eu queria me assistir. Me ver agir, me ver viver. Pela primeira vez eu estaria sendo passiva diante da vida. Você já conheceu alguém que não quisesse, mesmo que uma vez ou por segundos, caminhar em direção ao passado para reviver algo que lhe marcou?

Eu seria a primeira a comprar essa máquina.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Você

Aos poucos. Dia após dia. Gesto após gesto. Sorriso após sorriso.
De um jeito simples e complexo, agradável e amargo, apaixonante.

Porque a vida prepara surpresas assim? Porque te tenho tão perto e tão longe?

Como eu queria te contar tudo que guardo em segredo, te abraçar durante um tempo indeterminado, ter você perto, cada vez mais perto. Queria te agradecer por tudo o que tens feito por mim sem ao menos você perceber! Queria encostar meu rosto no teu peito e ali ficar. E só.

Por que você me faz bem, me faz crescer. Por que contigo aprendi sobre a vida, percebi que devo buscar sempre mais, cada vez mais. Você me mostrou que sonhos são possíveis e que a vida que temos pra torná-los realidade é essa! Só essa. Não há tempo para desperdiçar. Me ensinou que nem tudo está perdido quando se tem Deus à frente. Me mostrou que pessoas nobres de coração ainda existem e que eu também posso ser assim. Me ajudou a voltar para o caminho das pedras, um caminho que andava esquecido na minha vida...

Perto de ti me sinto criança de novo, meus lábios não conseguem parar de sorrir!Com você voltei a sorrir... E isso é lindo. E angustiante.

Por que as músicas que ouço parecem todas falar de você! Os livros que leio, as idéias que tenho, os lugares onde vou ou quero ir, tudo tem você, sempre algo me lembra você.
Por que tens permeado meus pensamentos, meus planos, meu sono... Em sonhos, te vejo sorrindo pra mim e me abraçando. E ouço sua voz, tão única, envolvente, falando coisas bobas só pra me fazer sorrir. Quanta perfeição. Sonho.

Nem sei se posso ser tudo pra você quanto você é pra mim.

Mas, tudo bem. Afinal, em minhas conversas com Papai do Céu
tenho sentido paz em te ver assim. Perfeito pra mim. E Ele sabe muito bem o que faz. E tudo isso que agora mora no meu coração, está entregue nas mãos Dele.

Se for pra te ter, que eu tenha no tempo certo. Com paciência pra esperar.

Se for pra esquecer, que seja o menos sofrido possível e que eu jamais deixe de aprender com você.